Com a chegada do período chuvoso, atenção redobrada é voltada às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, que apresentam maior incidência nesta época do ano.
Com o aumento das chuvas e das altas temperaturas, a Unidade de Saúde ESF 17 intensifica as ações de orientação e prevenção das doenças típicas do verão, especialmente as arboviroses — Dengue, Zika e Chikungunya. O Brasil é considerado endêmico para essas doenças, e o risco de transmissão aumenta significativamente com o acúmulo de água parada, ambiente propício para a proliferação do mosquito transmissor.
De acordo com a enfermeira responsável pela unidade, Luciana Pereira, a equipe do ESF realiza capacitações semestrais com todos os profissionais, voltadas ao manejo das arboviroses. “Trabalhamos de forma contínua a orientação sobre as medidas preventivas, o reconhecimento precoce de sinais e sintomas e o fluxo correto de atendimento do usuário com suspeita dessas doenças dentro da unidade”, destacou.
Entre as principais medidas reforçadas estão: não acumular água parada, manter caixas d’água bem tampadas, limpeza frequente de quintais, calhas e terraços, além da destinação correta de resíduos. As Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) realizam visitas domiciliares, repassando informações à população e orientando sobre os cuidados necessários no dia a dia.
Todo caso suspeito atendido na unidade é notificado imediatamente, permitindo que a Vigilância Epidemiológica acione os agentes de endemias para realizar o bloqueio da área, medida fundamental para interromper a cadeia de transmissão.
Outra ação importante adotada pela unidade é a instituição do protocolo de hidratação, com oferta de Soro de Reidratação Oral (SRO) ainda na sala de espera para pacientes com suspeita de dengue, garantindo cuidado precoce e reduzindo riscos de agravamento.
A participação da comunidade é considerada essencial nesse processo. A orientação é para que os moradores mantenham os quintais limpos, recebam os agentes de saúde e endemias durante as visitas domiciliares e levem crianças e adolescentes de 10 a 14 anos para a vacinação contra a dengue, fortalecendo a prevenção coletiva.
A Unidade ESF 17 segue atenta e mobilizada para enfrentar o período sazonal, reforçando que prevenção é a principal aliada da saúde pública.
Deputada afirma que orçamento aprovado ignora políticas públicas para mulheres, apesar de estado liderar ranking nacional de feminicídios
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) manifestou forte insatisfação com a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e fez duras críticas à falta de prioridade do governo estadual no enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. Segundo a parlamentar, o orçamento aprovado é “extremamente evasivo” quando se trata da proteção da mulher, mesmo Mato Grosso sendo o estado com a maior taxa de feminicídios do Brasil.
Durante debate em plenário, Janaina destacou que o orçamento não prevê recursos para ações básicas e estruturantes na área da segurança pública e da saúde voltadas às mulheres. Entre as principais falhas apontadas estão a ausência de previsão para novas viaturas policiais, a falta de construção de delegacias 24 horas especializadas no atendimento à mulher e a inexistência de novas Salas Lilas — estruturas que substituem núcleos e delegacias especializadas.
A deputada também chamou atenção para a ausência de investimentos no aumento do efetivo feminino para o atendimento e acolhimento de vítimas de violência, além da inexistência de projetos específicos de saúde mental voltados às mulheres. Outro ponto destacado foi a falta de orçamento para garantir estrutura adequada às mulheres que desejam optar pela cesariana, como forma de evitar a violência obstétrica.
“Falta tudo. Falta na saúde, falta na segurança, falta na educação. Não existe hoje um trabalho interligado entre as secretarias do Estado, e mesmo assim Mato Grosso segue liderando o ranking de estados que mais matam mulheres”, afirmou a parlamentar.
Janaina Riva demonstrou preocupação com o fato de que a pauta da defesa da mulher não ser tratada como prioridade pelo governo estadual, apesar de as mulheres representarem mais de 51% da população mato-grossense. Para ela, a omissão do poder público agrava ainda mais o cenário de violência.
A deputada também criticou a baixa adesão dos parlamentares às propostas apresentadas. Segundo ela, projetos voltados ao combate ao feminicídio e à proteção das mulheres obtiveram, no máximo, oito votos favoráveis durante a votação do orçamento, evidenciando a sub-representatividade feminina na Assembleia Legislativa e o impacto direto disso na vida das mulheres.
“Há parlamentares que defendem o combate ao feminicídio quando os crimes acontecem, mas na hora da votação, quando chegam projetos que realmente melhorariam a situação das mulheres, esses votos não aparecem”, afirmou.
Janaina ressaltou ainda que ações concretas dependem da aprovação da maioria dos deputados e, posteriormente, da sanção do governo estadual. Ela lembrou que a segurança pública é uma prerrogativa do governador, responsável por comandar a política de segurança, criar vagas, leis e instrumentos para enfrentar a violência.
“Esse problema não é de secretário, é de política de governo. E quem comanda essa política é o governador. Lamento que, infelizmente, o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher não seja prioridade neste governo”, concluiu a deputada.
Chuva intensa na véspera de Natal elevou o nível de rios e córregos, comprometeu pontes de madeira e deixou estradas rurais em situação de risco. (Veja o vídeo).
Uma forte chuva registrada na quarta-feira (24), véspera de Natal, provocou a elevação significativa do nível dos rios e córregos em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Vale do Guaporé, região Oeste de Mato Grosso, causando danos em importantes pontes de madeira da zona rural do município.
As estruturas afetadas são as pontes da Cascata e do Jatobá, construídas em madeira e amplamente utilizadas por moradores, produtores rurais e motoristas que trafegam pelas estradas vicinais da região. Com a força da água, o volume dos córregos ultrapassou o nível das pontes, comprometendo as cabeceiras e parte da estrutura, o que aumenta o risco de acidentes.
A situação preocupa especialmente quem depende da MT-199, rodovia que liga o município à região da Serra Ricardo Franco, rota essencial para o deslocamento de comunidades rurais e o escoamento da produção.
Orientações à população
Diante do cenário, a Defesa Civil foi acionada e acompanha de perto a situação, realizando o monitoramento das áreas afetadas. O órgão reforça a orientação para que a população evite atravessar pontes, córregos ou trechos alagados, mesmo que a água aparente estar baixa, já que a força da correnteza pode comprometer veículos e pedestres.
Moradores também são orientados a:
Redobrar a atenção em estradas rurais;
Não tentar atravessar áreas alagadas;
Comunicar às autoridades qualquer novo ponto de risco;
Acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e da Prefeitura.
Providências
A gestão municipal informou que, assim que o nível da água baixar e houver condições seguras de trabalho, equipes e maquinários serão mobilizados para a recuperação das pontes e das estradas afetadas. A ação contará com o apoio das secretarias municipais, da Defesa Civil e de parceiros regionais, com o objetivo de restabelecer a trafegabilidade e garantir a segurança da população.
Enquanto isso, o alerta permanece, e a recomendação principal é prudência, especialmente durante o período chuvoso, quando o risco de novas elevações nos níveis dos rios ainda existe.
Narrador está em observação na Santa Casa; família informa que o quadro é estável e não inspira gravidade
O narrador esportivo Galvão Bueno, de 75 anos, foi internado na Santa Casa de Londrina, no norte do Paraná, nesta quinta-feira (25), após se sentir mal na noite de Natal. A informação foi confirmada pela filha do comunicador, Letícia Bueno, CEO do Grupo Galvão Bueno.
De acordo com a família, Galvão está em observação e passa por exames médicos como medida preventiva. O estado de saúde não é considerado grave. O narrador passava o feriado natalino em Londrina, cidade onde possui residência.
Segundo Letícia Bueno, a decisão pela internação foi tomada em razão do histórico recente de saúde do pai. Em novembro, Galvão ficou internado por cerca de uma semana no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratar uma pneumonia viral.
“Sabemos que não é nada grave. Ele está bem e está apenas no hospital por comodidade, realizando os exames necessários” afirmou Letícia.
Após receber alta médica no mês passado, Galvão chegou a tranquilizar fãs e seguidores por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual agradeceu pelas orações e mensagens de apoio. “Estou firme, estou inteiro”, disse na ocasião.
Nota oficial
Em comunicado divulgado pela família e pela assessoria do narrador, foi informado que os exames apontaram um estágio inicial de pneumonia, identificado de forma precoce.
“Como informado pela família no início de novembro, Galvão Bueno tratou com sucesso um quadro de pneumonia. Nesta última noite, Galvão apresentou pequenos sintomas que remeteram ao mesmo quadro. Por isso, preventivamente, a junta médica que vem cuidando dele desde a última internação decidiu realizar exames preliminares no hospital e confirmou um estágio inicial de pneumonia. Galvão está bem, não apresenta nenhum sintoma grave e seguirá no hospital estritamente para novos exames e melhores cuidados”, diz a nota.
Moradores e comerciantes relatam semanas sem coleta de lixo, ruas sujas e alagamentos, cenário que reforça críticas à gestão Flávia Moretti.
Várzea Grande vive um dos períodos mais críticos de sua história recente. Em meio a mais de um século de existência, a cidade enfrenta um Natal marcado por abandono, sujeira e sensação de completo descaso do poder público. Ruas tomadas por mato, lixo acumulado e ausência de serviços básicos transformaram o fim de ano em um dos mais tristes já vividos pela população.
O problema da limpeza urbana se tornou um dos símbolos mais visíveis da crise. Comerciantes relatam longos períodos sem a passagem do caminhão de lixo, situação que afeta a saúde pública, o comércio local e a dignidade de quem vive e trabalha na cidade. Na avenida Alzira Santana, o verdureiro Francisco afirma que a coleta simplesmente deixou de acontecer. “O caminhão de lixo não passa aqui há duas semanas. O lixo vai acumulando, o cheiro é forte e a gente fica sem saber a quem recorrer”, relata.
No bairro 23 de Setembro, a situação é ainda mais grave. Joel, dono de um açougue, conta que a coleta de lixo não ocorre há quase três semanas. “Já tem cerca de três semanas que o lixeiro não passa. É um absurdo, ainda mais para quem trabalha com alimentos. A gente faz a nossa parte, mas o poder público some”, desabafa.
Além do lixo, os problemas se repetem quando chove. Ruas alagam, o trânsito fica comprometido e moradores enfrentam prejuízos constantes, sem qualquer resposta efetiva da administração municipal. A falta de manutenção e de ações preventivas evidencia a ausência de planejamento e de atenção às necessidades básicas da população.
Neste Natal, o sentimento predominante em Várzea Grande não é de celebração, mas de indignação. Para muitos moradores, trata-se do Natal mais triste da história da cidade, reflexo direto de uma gestão que, na avaliação popular, tem fechado os olhos para a realidade das ruas. A administração da prefeita Flávia Moretti passa a ser associada a um período de abandono urbano, onde problemas antigos se agravam e novas reclamações se acumulam, assim como o lixo nas calçadas da cidade.
Essa foi a primeira vez que Clóvis Rezendes Matos não pode ir à região distribuir livros e presentes
Criador do projeto “Inclusão Literária”, que há duas décadas leva livros, brinquedos e alimentos a famílias do Pantanal, Clóvis Rezendes Matos, de 70 anos, não conseguiu, pela primeira vez em 2025, ir à região para atuar como o Papai Noel Pantaneiro.
Por questões de saúde, ele precisou adiar a tradicional visita, mas garante que não pensa em aposentadoria e quer continuar espalhando a magia do Natal por muitos anos.
Mas o maior desejo de Clóvis é que outras pessoas sigam o mesmo caminho e desenvolvam ações voltadas à educação, à leitura e à cultura em comunidades pouco assistidas do interior do estado.
“Que o projeto seja um exemplo e transforme vidas, que incentive as pessoas a lerem, a gostarem da leitura, porque o livro é um grande transportador de culturas, de novidades e de conhecimento de outros mundos. O livro abre a cabeça”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
Clóvis recebeu o título de Papai Noel Pantaneiro em 2005, no início das ações solidárias. O projeto nasceu com o objetivo de incentivar a leitura e levar conhecimento a comunidades de difícil acesso em Mato Grosso, oferecendo às crianças oportunidades de desenvolvimento por meio dos livros.
Com o passar dos anos, a iniciativa ganhou força e se aprimorou. Atualmente, além de promover o acesso à cultura, o projeto proporciona momentos de celebração, convivência e partilha entre as famílias atendidas, especialmente no período natalino.
Para Clóvis, tudo começa com as crianças, que considera as principais responsáveis por manter viva a magia do Natal e de outras datas comemorativas.
“As crianças são as grandes incentivadoras dos enfeites e das festas. Tudo isso é pensado para elas. Presente é bom para todo mundo, eu gosto de presente também, mas imagina a criança feliz, vendo uma figura que não faz parte do dia a dia, mas que é alegre, traz coisas boas e transmite sentimentos positivos para elas”, afirmou.
Antes de se tornar o Papai Noel, Clóvis não vivenciava, de fato, as festividades natalinas, embora sempre tivesse se encantado com as decorações de Natal. Quando passou a assumir o personagem, inicialmente como forma de obter renda extra para manter o projeto Inclusão Literária, foi impactado pelo carinho e pela alegria das crianças e acabou se apaixonando pela magia da época.
“O pessoal sempre me chamava para ser Papai Noel em shopping, e eu nunca quis, nunca aceitei. Aí precisei de dinheiro e pensei: ‘agora eu vou virar Papai Noel, vou fazer’. Acabei me apaixonando pela função. Hoje, faço muito mais trabalho solidário, ajudando as pessoas, do que trabalho comercial”, explicou Clóvis.
Ele, que sempre se assemelhou ao bom velhinho retratado em livros e animações infantis, encontrou na barba cheia e nos cabelos longos e brancos a conexão definitiva com o espírito do Natal.
Você não pode apagar todas as fantasias que uma criança tem. Se puder incentivar as que são boas, as que fazem bem, isso é muito positivo
Para Clóvis, a data tem extrema importância para estimular a criatividade e contribuir para o desenvolvimento das crianças.
Em um mundo cada vez mais dominado pela internet, no qual os pequenos têm fácil acesso a notícias negativas, como guerras e violência, acreditar no bom velhinho ajuda a preservar a experiência de ser criança, segundo ele.
“Você não pode apagar todas as fantasias que uma criança tem. Se puder incentivar as que são boas, as que fazem bem, isso é muito positivo. O Papai Noel, eu vejo assim, e muita gente vê também, é algo importante para o desenvolvimento da criança. A criança precisa disso”, afirmou Clóvis.
“Eu vejo ainda que até as escolas deveriam estimular mais esse tipo de imaginação, não só o Papai Noel, mas também as lendas, que são coisas fantásticas. Aqui em Cuiabá, por exemplo, temos lendas lindíssimas, que deveriam ser transmitidas com mais ênfase às crianças”, acrescentou.
Além disso, ele defende que os próprios pais mantenham vivas as fantasias e as tradições natalinas junto aos filhos, algo que já presenciou diversas vezes ao longo dos anos.
“Hoje eu já entrego presente para filhos de crianças que, no passado, recebiam presente de mim. É algo muito gostoso. Você vai vendo o tempo passar, uma geração chegando à outra, e isso é muito bonito”, contou.
Crianças pantaneiras
Clóvis passou a atuar como Papai Noel inicialmente para obter recursos destinados ao projeto Inclusão Literária, que o leva a comunidades de Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, no Pantanal, com o carro carregado de livros, brinquedos, roupas e cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade.
Professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ele sempre viajou pelo interior do Estado em seu trabalho como historiador. Nessas visitas, percebeu que muitas crianças das comunidades atendidas não tinham acesso facilitado a livros e brinquedos, o que o motivou a criar o projeto.
Como já era chamado de Papai Noel pelas próprias crianças, decidiu assumir de vez o personagem e se tornou o Papai Noel Pantaneiro. Todos os anos — com exceção deste, por motivos de saúde — ele retorna às comunidades para entregar livros e brinquedos aos pequenos, que aguardam ansiosamente a visita.
Por meio da iniciativa, Clóvis amplia o acesso ao conhecimento e proporciona, além da experiência natalina, momentos de alegria e partilha às famílias do interior no fim de ano.
Atualmente, o projeto atende, em média, cerca de 6 mil pessoas por ano, com um custo aproximado de R$ 30 mil, valor custeado com recursos próprios e doações.
“Eu tento passar muito essa ideia de solidariedade. Tenho pessoas lá que me apoiam e me recebem em suas casas durante o período do projeto. Quero que eles guardem uma boa lembrança de mim, só isso. Uma boa lembrança do Papai Noel, que fique na história deles”, afirmou.
Entre tantas visitas marcadas por risos, brincadeiras e pedidos, há uma história que Clóvis carrega como uma das mais profundas de seus anos como Papai Noel pantaneiro.
Foi a única vez, segundo ele, em que alguém pediu um presente específico, e o pedido veio de uma comunidade isolada, às margens de um córrego, em uma região rural de Barão de Melgaço.
No local vivia um jovem tetraplégico, que passava os dias deitado em uma cama, com movimentos restritos apenas à cabeça. A família precisava de uma cadeira de rodas especial para que ele pudesse se locomover com conforto e segurança.
Para viabilizar o presente, Clóvis organizou uma rifa de livros, vendeu exemplares, contou com a ajuda de amigos para o transporte e retirou do próprio bolso o valor que faltava. A cadeira, que custou mais de R$ 4 mil, foi levada até o jovem.
Ao ser colocado nela, ele interrompeu o silêncio do lugar com gritos de alegria. Pela primeira vez, ele podia se movimentar sozinho, ir e vir, e experimentar uma liberdade que antes não existia.
A alegria dele veio de se sentir vivo, de viver e não apenas sobreviver. O rapaz faleceu cerca de oito meses depois, mas Clóvis levou a felicidade para os seus dias, antes que fosse tarde demais.
“A alegria do moço que estava recebendo a cadeira, de soltar gritos de alegria, por saber que ele poderia se movimentar na cadeira, que era toda especial, a alegria desse moço é incalculável, você nem imagina”, afirmou Clóvis, emocionado.
Historiador, Papai Noel, apenas pai, avô ou professor, Clóvis é conhecido como o espalhador de livros, e já teve a sua história contada por amigos e admiradores, seja em livros, reportagens ou cordeis.
O mineiro que descobriu em Mato Grosso a sua razão de viver e o seu legado, deseja espalhar cada vez mais amor e alegria por onde passa, ouvindo os risos da inocência do mundo, tirados das crianças.
Yasmin Silva/MidiaNews
Trabalho do artista Adriano Ferreira feito em frente à casa de Clóvis
“Pelas estradas a fora
Vai cumprindo a Missão.
De espalhar os seus livros,
A sua imensa paixão.
Aos jovens, velhos, meninos,
vai mudando o destino,
Livro aberto, inclusão.
‘Nem toda palavra é
O que o dicionário diz,
Nem todo pedaço de pedra
Transforma-se em um giz.’
É relendo a jornada,
Que se chega a aprendiz.
O pagamento disso tudo,
É um sorriso bem aberto.
De quem ganha dele um livro
Colhe flores no deserto.
Dom Casmurro, Dom Quixote,
Contos do Grimm no pacote,
Pedro e o Lobo por perto.”
Trecho de cordel produzido por Josué Limeira, em Recife, após o cordelista conhecer Clóvis em uma Bienal na cidade.
O Globo cita “vespeiro” e “gente nervosa” com caso Zampieri
A jornalista de O Globo Malu Gaspar revelou que as investigações da Operação Sisamnes, que apura supostas venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem deixado muita “gente nervosa” em Brasília. A operação teve início após a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri.
“Tem uma apuração rolando há meses que vem deixando muita gente nervosa porque mexe com um vespeiro e ninguém sabe aonde vai dar. É a apuração sobre o esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça, o STJ”, disse a jornalista.
“Isso está com cara daqueles casos em que você puxa uma pena e vem a galinha. E é por isso que está fazendo muita gente perder o sono em Brasília”, comparou.
Zampieri foi morto a tiros em frente ao seu escritório, em Cuiabá, em dezembro de 2023. Em seu celular a PF encontrou mensagens com os desembargadores Sebastião de Moraes Filho, aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), e João Ferreira Filho e assessores de ministros do STJ.
Ações que envolvem roçagem, capina, varrição, limpeza de sarjetas, poda de árvores, manutenção de canteiros centrais, praças e vias públicas
Mesmo com a proximidade das festas de Natal e Ano Novo, a Prefeitura de Primavera do Leste mantém a continuidade dos serviços de limpeza urbana nas principais avenidas e nos bairros do município. As equipes seguem atuando de forma organizada e estratégica, garantindo que a cidade permaneça limpa, bem cuidada e preparada para o aumento do fluxo de pessoas característico deste período.
Os trabalhos estão sendo executados tanto na região central quanto nos bairros, com ações que envolvem roçagem, capina, varrição, limpeza de sarjetas, poda de árvores, manutenção de canteiros centrais, praças e vias públicas. A atuação constante das equipes reforça o compromisso da gestão municipal com a qualidade de vida da população.
Segundo o coordenador da equipe de limpeza urbana ‘Chega o Aço’, Rivaldo, os serviços não sofrem interrupção neste período considerado crítico, especialmente em razão das chuvas e do aumento das demandas. Ele destaca que há um planejamento para que sempre haja equipes atuando, mesmo durante as folgas dos coordenadores.
“O trabalho continua normalmente agora neste final de ano. Essa é uma época crítica, por conta das festas e também das chuvas, então precisamos estar atentos a tudo. Não só na limpeza em si, mas também em situações imprevistas, como limpeza de bueiros ou outras demandas urgentes. As equipes estão sempre prontas para atender onde for necessário”, afirmou.
Rivaldo explica que sua coordenação abrange uma ampla região do município, desde o distrito José Alencar até o distrito da antiga Tamil, da BR-070 para dentro, contemplando avenidas, bairros e praças. Segundo ele, o foco neste momento é preparar os espaços públicos para as celebrações de fim de ano.
“Estamos realizando a limpeza em praças e avenidas para que a população possa passar o Natal e o Ano Novo com a cidade bem cuidada. Já fizemos diversas praças e avenidas, como a Avenida Ângelo Ravanello, Praça São José, Jardim Luciano e outras áreas importantes. Agora seguimos avançando para as ruas e bairros, realizando o serviço completo”, destacou.
Entre os bairros atendidos estão São José, Santa Clara, Progresso, Feliz Natal, Cristo Rei, Milano e Gnoatto, com serviços que incluem roçagem, capina, varrição, limpeza de sarjetas e manutenção geral. “Onde a equipe entra, o serviço é completo. Fazemos o canteiro central, as laterais, poda, recolhimento de resíduos e a limpeza das ruas. O objetivo é deixar tudo organizado e limpo”, completou o coordenador.
Rivaldo também ressaltou o apoio recebido da Secretaria Municipal de Obras e do secretário Vitor Diniz, além de agradecer à gestão municipal e à população primaverense. “Quero agradecer ao nosso secretário de Obras, Vitor Diniz, que tem dado todo o apoio aos coordenadores e está sempre atento às demandas. Também agradeço ao prefeito Sérgio Machnic e à população de Primavera do Leste. Nosso objetivo é deixar a cidade preparada para um Natal e um Ano Novo diferentes, com mais cuidado e organização”, finalizou.
Alisson Carvalho de Alencar assume cadeira de Valter Albano, que decidiu antecipar a aposentadoria do TCE
Os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, o procurador-geral de contas Alisson Carvalho de Alencar como novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A votação ocorreu durante sessão extraordinária nesta terça-feira (23).
Estou aqui para defender um TCE parceiro da administração pública, que atue na prevenção do erro
Ele foi aprovado pelos 23 deputados aptos a votarem. “Esta Casa comunicará ao governador da decisão por meio de resolução que será publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa”, disse o presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB), após a votação.
Alisson será empossado ainda nesta terça, aos 42 anos. Ele assume a vaga deixada por Valter Albano, que formalizou pedido de aposentadoria na noite de segunda-feira (22).
O novo membro do tribunal foi sabatinado com perguntas pelos parlamentares, como prevê a legislação, antes de ter seu nome aprovado.
“Estou aqui para defender um TCE parceiro da administração pública, que atue na prevenção do erro, que evite que os administradores cheguem ao erro. Somente assim, vamos impedir problemas e apresentar soluções para o Estado”, disse em plenário.
Antes da votação dos deputados, o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos) foi pessoalmente à Assembleia e formalizou à Mesa Diretora o nome do indicado.
Também na manhã desta terça-feira (23), em sessão extraordinária, o pleno do TCE realizou a votação da lista tríplice e definiu os nomes de Alisson Carvalho, do procurador Gustavo Coelho Deschamps e o procurador-geral-adjunto de contas William de Almeida Brito Júnior.
A vaga aberta, conforme lei, estava destinada aos membros do Ministério Público de Contas. Estavam aptos a concorrer à lista tríplice, além dos três escolhidos, o procurador Getúlio Velasco Moreira Filho. Porém, antes do início da votação, ele anunciou a desistência de concorrer.
Nova função
O conselheiro aposentado Valter Albano continuará presidindo a Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), grupo que preside desde 2022, e a Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento.
O anúncio foi feito nesta manhã (23) pelo presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, durante a sessão que formou a lista tríplice, com os indicados para ocupar a cadeira do conselheiro aposentado.
Parlamentar afirma ter sido intimidado pelo agressor nas redes sociais e critica soltura mediante fiança horas após a prisão
O deputado estadual Waldir Barranco (PT-MT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), durante Sessão Extraordinária realizada nesta segunda-feira (22), para denunciar um grave caso de violência doméstica ocorrido no município de Querência, no Vale do Araguaia, e relatar ameaças diretas que passou a sofrer após tornar público o episódio. Segundo o parlamentar, o agressor — preso em flagrante pela Polícia Militar — foi colocado em liberdade poucas horas depois mediante pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil.
De acordo com Barranco, a vítima é esposa de um agente público contratado pela Prefeitura de Querência, identificado como MacGyver Max Neves Souza. Conforme o boletim de ocorrência, ao qual o deputado afirma ter tido acesso, a mulher foi brutalmente agredida, sofreu estrangulamento e apresentou diversos hematomas pelo corpo. Ela conseguiu se desvencilhar do agressor e ligar para a Polícia Militar, que a encontrou na rua e efetuou a prisão do marido em seguida.
O parlamentar questionou duramente a liberação do criminoso logo após a prisão, ressaltando que, conforme a Lei Maria da Penha, apenas um juiz poderia autorizar a soltura em casos dessa natureza, e não um delegado ou policial. Diante disso, Barranco informou que encaminhou requerimento ao procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, solicitando que o Ministério Público acompanhe o caso de perto para apurar possíveis irregularidades e evitar que a vítima se torne mais um número nas estatísticas de feminicídio.
Após a repercussão do caso, segundo o deputado, a própria vítima entrou em contato relatando desespero e medo pela própria vida. Ela afirmou ter deixado a cidade por receio de novas agressões e denunciou tentativas de inverter a narrativa dos fatos, fazendo com que o agressor passe a se apresentar como vítima, utilizando influência política e social no município.
Barranco também denunciou que passou a ser alvo de ameaças diretas feitas pelo agressor por meio de mensagens privadas no Instagram. Nas mensagens, o suspeito nega as agressões, afirma que seria ele o verdadeiro lesionado e ameaça processar o parlamentar por exposição indevida e falsas acusações. Diante disso, o deputado anunciou que irá registrar queixa-crime na Polícia Judiciária Civil e encaminhar memorando à Mesa Diretora da ALMT para que a Procuradoria da Casa assuma a defesa institucional do Parlamento.
Como subprocurador da Mulher na Assembleia Legislativa, Barranco afirmou que sua atuação no caso é um dever institucional e humanitário, ressaltando que o padrão de escalada da violência contra a mulher é conhecido: começa com ameaças verbais, evolui para agressões físicas e, em muitos casos, termina em feminicídio. Mato Grosso, inclusive, lidera pelo segundo ano consecutivo o ranking nacional de violência e assassinatos de mulheres.
Debate sobre legislação penal
Ao criticar a soltura rápida do agressor mediante fiança considerada baixa diante da gravidade das acusações, o deputado reacendeu o debate sobre a necessidade de mudanças na legislação penal brasileira para endurecer o tratamento a crimes de violência doméstica. Barranco questiona um sistema que, ao permitir benefícios legais em casos de extrema violência, acaba colocando vítimas em risco iminente.
O tema, no entanto, revela uma contradição política recorrente no país: setores da esquerda, campo ideológico do qual o parlamentar faz parte, resistem ao aumento de penas sob o argumento de que medidas mais severas violariam os Direitos Humanos. O caso expõe o impasse entre o discurso garantista e a urgência de respostas mais eficazes do Estado para proteger mulheres ameaçadas e coibir a reincidência de agressores e crimes de maneira geral.