Prefeita Francieli se filia ao Podemos ao lado de Max Russi
Gestora de Santo Antônio de Leverger oficializa filiação em evento que deve reunir mais de 1,5 mil pessoas em Cuiabá Em reunião realizada nesta segunda-feira (2), a prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francielli Magalhães, confirmou que irá se filiar ao Podemos (Pode). A gestora oficializa a mudança no sábado (7), às 7h30, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Francielli acompanha o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que também migra para o partido no mesmo ato. O evento deve reunir mais de 1,5 mil pessoas e marcar a filiação de diversas lideranças políticas à legenda. “Fico muito feliz em caminhar ao lado do deputado Max. Essa filiação representa o fortalecimento do nosso vínculo, de estarmos alinhados e no mesmo partido, fortalecendo uns aos outros. A política é feita de palavra, seriedade e compromisso, e é isso que temos construído juntos”, afirmou a prefeita. Segundo Francielli, o alinhamento com o parlamentar tem contribuído diretamente para os avanços do município. “Ao lado do deputado Max, Santo Antônio de Leverger tem alcançado objetivos importantes. Com essa filiação, ficamos ainda mais fortalecidos por ter o presidente da Assembleia contribuindo e apoiando o nosso trabalho”, completou. Para Max Russi, a chegada da prefeita fortalece especialmente a composição feminina da sigla. Defensor de maior representatividade das mulheres na política, o parlamentar destacou que o Podemos passa a contar com uma das chapas femininas mais competitivas do Estado. “Vamos ter uma das melhores chapas femininas. Precisamos ampliar a presença das mulheres na Assembleia Legislativa e na política como um todo”, declarou. Além de Max, os deputados estaduais Fabio Tardin (PSB) e Beto Dois a Um (PSB) também oficializam filiação ao Pode, durante o encontro, que contará ainda com a presença da presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu.
Prefeita afirma que diálogo com vereadores evoluiu, descarta indicar candidato à presidência do Legislativo e mantém portas abertas para alianças em 2026
Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (23), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que trabalha para consolidar uma base de apoio na Câmara Municipal e reforçou que não pretende interferir na eleição da próxima Mesa Diretora. A gestora também comentou sobre articulações políticas visando 2026 e garantiu permanência no partido.
Ao ser questionada se já possui maioria no Parlamento, a prefeita ponderou que o processo ainda está em construção. Segundo ela, o diálogo com os vereadores tem avançado, mesmo diante de vetos que não prosperaram.
“É uma construção. De dois apoios, avançamos para oito e, em algumas votações, chegamos a doze”, destacou, demonstrando confiança na consolidação da base e na manutenção de um ambiente de “paz” institucional junto ao presidente da Casa.
Eleição da Mesa
Sobre a disputa pela presidência da Câmara, tema que movimenta os bastidores políticos, a prefeita foi enfática ao afirmar que não irá indicar nomes nem interferir no processo. Questionada sobre possíveis candidaturas, como a de Lucas Chapéu do Sol ou eventual reeleição do atual presidente, ela afirmou que a escolha cabe exclusivamente aos vereadores.
“Não discuto Mesa Diretora. Minha pauta é governabilidade e estabilidade”, declarou, reforçando que sua atuação está concentrada em garantir apoio às pautas do Executivo.
Apoios para 2026
No campo eleitoral, Flávia Moretti afirmou que poderá apoiar mais de um candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, priorizando parlamentares que colaborarem com a gestão municipal.
“Todos que ajudaram e ajudam Várzea Grande terão espaço”, afirmou, evitando citar nomes específicos.
Sobre eventual apoio ao grupo ligado a Tião da Zaeli, vice-prefeito (PL) — que chegou a ser mencionado como possível candidato — a prefeita afirmou que, até o momento, ele não manifestou intenção de disputar vaga na Assembleia, indicando interesse em atuar na Fecomércio.
Permanência no PL e recursos para o município
A prefeita também descartou mudança partidária. Apesar de admitir ter recebido convites de outras siglas, garantiu que permanecerá no Partido Liberal (PL).
Ela ressaltou a parceria com lideranças da legenda, como o senador Wellington Fagundes e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que viabilizaram R$ 10 milhões em emendas para o município. Segundo a prefeita, os recursos estão sendo aplicados principalmente na saúde e na aquisição de maquinário para obras.
Também citou apoio da deputada federal Coronel Fernanda e do deputado federal, Rodrigo Zaeli, irmão do vice-prefeito, destacando que a articulação política tem garantido investimentos importantes para a cidade.
Relação com outros partidos
Sobre eventual reaproximação com o União Brasil (UB), a prefeita negou conversas recentes e reafirmou sua posição no PL. Questionada ainda sobre participação em evento do Podemos, partido que integrou sua coligação, disse que poderá comparecer caso seja convidada.
A fala da prefeita evidencia uma estratégia de ampliação gradual da base na Câmara, com foco na governabilidade, ao mesmo tempo em que mantém diálogo aberto com diferentes forças políticas de olho no cenário de 2026.
Declaração na Arena Pantanal reforça cenário de desincompatibilização e acelera articulações políticas em Mato Grosso
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), se empolgou e antecipou, neste domingo (22), a saída do governador Mauro Mendes (União) do comando do Estado em abril. A fala ocorreu durante casamento comunitário na Arena Pantanal, em Cuiabá, e coincidiu com o prazo legal de desincompatibilização para quem pretende disputar o Senado.
Diante de centenas de convidados e com transmissão ao vivo, Virginia agradeceu o público e deixou escapar uma despedida antecipada da gestão. A declaração ganhou repercussão imediata nos bastidores políticos de Mato Grosso.
“É o último casamento dessa gestão. […] Agora em abril nós vamos sair. […] Eu não sei se ele vai sair, mas… Depois não sabe se vai sair. Mas se sair, a gente quer se despedir com esse casamento maravilhoso que nós fizemos.”
O vídeo, divulgado pelo Muvuca Popular, mostra Mauro ao lado da esposa no momento da fala. A reação do governador chamou atenção, pois evidenciou o impacto político da declaração.
Prazo legal e movimentação política
A legislação eleitoral determina que ocupantes do Executivo deixem o cargo até seis meses antes do pleito. Portanto, o dia 4 de abril se tornou o marco decisivo para quem deseja concorrer.
Embora Mauro sustente que decidirá “perto do prazo”, aliados tratam a candidatura como projeto amadurecido. Além disso, a intensificação de agendas no interior e a sequência de entregas reforçam a leitura de preparação para uma eventual transição no comando do Estado.
A fala de Virginia também relembra o histórico de decisões políticas tomadas em conjunto com a família. Em 2016, quando era prefeito de Cuiabá, Mauro anunciou que não disputaria a reeleição e atribuiu a escolha a uma definição familiar.
Com o prazo se aproximando, o episódio deste domingo (22) amplia a pressão por definição pública e movimenta o cenário eleitoral em Mato Grosso.
Agendas contemplaram quatro municípios com ações nas áreas de infraestrutura e assistência social
Nesta sexta-feira (6), o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), acompanhou o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em uma expedição pela Região Sul do Estado, cumprindo agendas institucionais com assinaturas de convênios, autorizações de obras e entregas de equipamentos.
A comitiva percorreu os municípios de Tesouro, Guiratinga, São José do Povo e Pedra Preta. O parlamentar tem atuação destacada na região, com destinação de emendas e articulação de projetos estruturantes junto ao governo do Estado. “Fico muito feliz de poder estar rodando por essa região e participando desses momentos importantes para os municípios. Nosso mandato é municipalista, feito para ouvir prefeitos, vereadores, lideranças e atender as necessidades de cada cidade”, afirmou Max.
Em Tesouro, a forte atuação de Russi foi evidenciada com uma série de assinaturas de convênios. Entre as ações estão o asfaltamento de ruas e avenidas do Distrito Batovi, a entrega de caminhão para a agricultura familiar e a licitação da construção de pontes sobre o Córrego Avoadeira, Ribeirão Estrela e Rio Cassununga, na MT-260. Além disso, a construção da Escola Municipal 15 de Outubro e a reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
O prefeito Isaack Castelo Branco (PSB) destacou a parceria com o deputado. “Eu preciso dizer do carinho que Tesouro tem pelo Max. Ele teve quase 52% dos votos aqui na nossa cidade. É uma pessoa que está sempre presente nas nossas lutas, nas nossas reivindicações e sempre nos acompanhando junto ao governo quando é necessário”, afirmou.
Já em Guiratinga, foram chancelados o asfaltamento de ruas e avenidas, obras de pavimentação de 60,1 quilômetros da MT-270 e a con strução da Escola Municipal Tenente Daniel Aluízio Nazário. O município também recebeu a entrega de um caminhão basculante e de um trator para a agricultura familiar.
Durante a visita, Max recebeu o título de cidadão guiratinguense e também se reuniu com agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, ocasião em que firmou compromisso para a aquisição de bicicletas elétricas para auxiliar o trabalho das equipes.
No município de São José do Povo, foram autorizados o asfaltamento da Rua Lupério H. Assunção e de 16 quilômetros da MT-459, além da entrega de um caminhão-pipa e de uma retroescavadeira para a agricultura familiar. Também foi assinada a ordem de serviço para a conclusão de 5,8 quilômetros da MT-070. O prefeito Junior da Saúde (PSB) ressaltou a parceria do parlamentar com a cidade e o reconhecimento concedido com o título de cidadão são-josense-do-povo.
Em Pedra Preta, a agenda incluiu a autorização para recuperação de avenidas e para asfaltamento e construção de ponte sobre o Córrego Grotão, na MT-458, uma demanda antiga da população que contou com a articulação direta do presidente da Casa de Leis.
Também foram liberadas a construção de ponte sobre o Córrego Ponte de Pedra, na MT-458, o asfaltamento e construção de ponte sobre o Ribeirão Ponte de Pedra, na MT-040, a construção da Escola Cívico-Militar Estadual 10 de Dezembro e de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Ivonne Tramarim de Oliveira.
Além das assinaturas e entregas, em todos os municípios foram realizadas ações do programa SER Família, reforçando o compromisso social do Governo do Estado com a população da Região sul.
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), participou de reunião institucional com representantes da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT) para tratar da organização da audiência pública de Ouvidoria e Participação Social.
Estiveram presentes o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da AGER, Jossy Soares, e o assessor técnico Maurício Lobo. Durante o encontro, foram discutidos aspectos técnicos e institucionais necessários para a realização do evento, com foco no fortalecimento dos canais de escuta da população e na ampliação da participação social nas decisões ligadas aos serviços públicos, especialmente nas áreas de saneamento e ouvidoria.
A audiência pública está marcada para o dia 18 de março, a partir das 8h, no plenário da Câmara Municipal. A proposta é promover o diálogo direto entre poder público e sociedade, assegurando transparência, acesso à informação e espaço para manifestações dos moradores.
Para o Legislativo municipal, a iniciativa reforça o compromisso com a participação popular e contribui para a construção de políticas públicas mais eficientes, democráticas e alinhadas às demandas da população várzea-grandense.
Parcerias do parlamentar com o município beneficiam as áreas de agricultura familiar, infraestrutura e educação
O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participou nesta terça-feira (27) da assinatura de autorizações de convênios e obras no Distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia. As ações foram viabilizadas em parceria com o parlamentar e executadas em conjunto com a comitiva do Governo do Estado e autoridades locais.
Durante o evento, foram formalizadas importantes iniciativas para o município, todas articuladas com o apoio de Max Russi. Entre elas, a entrega de um semirreboque basculante de três eixos, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), destinado ao fortalecimento da agricultura familiar.
Também foi autorizada a celebração de convênio para o asfaltamento de ruas do bairro Vila Alta, com investimento de R$ 8 milhões, além da construção de uma quadra poliesportiva na Escola Estadual Presidente, ampliando a infraestrutura educacional da região.
Além das novas autorizações, Max Russi destacou outras conquistas já viabilizadas por sua atuação parlamentar em parceria com o município de São Félix do Araguaia, como a reforma do aeroporto, a construção de 50 casas populares, que se encontram em fase final de execução com a conclusão da parte elétrica, e a obra da orla municipal, que já alcançou 80% de execução.
Em sua fala, o deputado ressaltou o diálogo constante com a gestão municipal e reafirmou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município para atender às demandas da população.
“Fico feliz em ter atendido o prefeito Acácio em diversas oportunidades no meu gabinete. Estamos trabalhando para viabilizar mais uma emenda para a reforma do posto de saúde, que é uma cobrança necessária e importante da comunidade. O prefeito levou essa demanda em várias ocasiões, representando o município, e pode contar com o nosso apoio”, afirmou Max Russi.
O prefeito de São Félix do Araguaia, Dr. Acácio (Republicanos), destacou a importância das obras articuladas pelo parlamentar, especialmente na área da educação.
“Temos duas obras muito importantes que estão sendo capitaneadas pelo deputado Max, que são as escolas. A comunidade aguarda ansiosamente por uma Escola Estadual e uma escola municipal, que juntas vão gerar investimentos em torno de R$ 20 milhões. Será uma grande conquista para Espigão do Leste”, declarou o prefeito.
Presidente da ALMT, Max Russi, destaca que articulação com o governo garantiu RGA de 5,4% e ganho real aos servidores em 2026. Projeto está em pauta para votação na sessão que acontece agora à tarde (21)
Após diálogo com deputados estaduais, o Governo de Mato Grosso encaminhou à Assembleia Legislativa (ALMT) um novo projeto de lei com índice de 5,4% para a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais. A proposta substitui o texto inicial, que previa reajuste de 4,26%, e foi recebida oficialmente, lida em plenário pela Casa e está em pauta para votação em sessão extraordinária nesta quarta-feira (21).
O novo percentual é resultado de uma articulação política conduzida pela Assembleia Legislativa junto ao Executivo e marca um fato inédito nos últimos sete anos, que pela primeira vez, a atuação da ALMT resulta em um índice de RGA superior à inflação, representando um ganho real aos servidores públicos estaduais.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), destacou que o avanço foi construído com diálogo e firmeza institucional. “Essa vitória completa uma luta importante. No primeiro momento, todos viram que o índice era de 4,26% e não havia previsão de alteração. Com muito trabalho, diálogo e dificuldade, conseguimos avançar para 5,4%. Do meu ponto de vista, após sete anos, a Assembleia se posicionou de forma muito firme junto ao governo para garantir um índice maior, que vai beneficiar todos os servidores de Mato Grosso”, afirmou.
Max Russi destacou que a Mesa Diretora e os parlamentares buscaram um entendimento com o governo para evitar vetos e garantir que o reajuste seja aplicado ainda na folha do mês de janeiro. As tratativas envolveram reuniões com deputados da base governista, a equipe econômica e a apresentação de um novo texto pelo Executivo.
“Estou feliz porque a Assembleia se mostrou unida, os deputados estiveram presentes e conseguimos essa conquista. Eu sei que ainda haverá críticas, talvez não seja o cenário ideal, mas foi o possível neste momento para que não houvesse entraves, para que a RGA fosse implantada ainda no mês de janeiro e para que o servidor tenha um ganho real, ajudando a reduzir as perdas acumuladas nos últimos anos”, afirmou o presidente.
Caso aprovado, o texto seguirá para sanção do governo e posterior inclusão no pagamento dos servidores estaduais.
O relatório consolidado das oito audiências públicas realizadas nos principais polos regionais de Mato Grosso foi entregue ao ministro Alexandre Silveira
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) entregou ao ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, na última sexta-feira (9), em Brasília (DF), o relatório consolidado das oito audiências públicas realizadas nos principais polos regionais de Mato Grosso, que apontam falhas recorrentes na prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica pela concessionária Energisa. O documento, que teve como relator o deputado estadual Eduardo Botelho (União), reúne denúncias, dados técnicos e relatos de consumidores e servirá como subsídio para que o órgão federal avalie o cumprimento das cláusulas contratuais e defina estratégias para garantir a melhoria do serviço. Entre as possibilidades analisadas estão a renovação da concessão ou a abertura de uma nova licitação para os próximos 30 anos.
Wilson Santos explicou que a criação da Comissão Especial na Assembleia Legislativa teve como objetivo acompanhar de perto o processo de renovação da concessão da Energisa, uma vez que existem 19 concessionárias de energia no país. “Desde 11 de dezembro de 1997, os serviços de distribuição de energia em Mato Grosso foram concedidos à iniciativa privada. Inicialmente, o Grupo Rede assumiu e, há 11 anos, a empresa foi substituída pela Energisa. O parlamento estadual é favorável à iniciativa privada, que possui expertise e capital para realizar os investimentos que o estado exige. No entanto, não temos interesse em repetir modelos ultrapassados, pois Mato Grosso se desenvolveu significativamente”, justificou.
Como vice-presidente da Comissão Especial, ele destacou que os diagnósticos realizados com participação popular, no último semestre de 2025, ocorreram nos municípios de Tangará da Serra, Sapezal, Cáceres, Pontes e Lacerda, Várzea Grande, Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Rondonópolis.
“Além deste documento entregue ao Ministério, também anexamos o relatório da Câmara Setorial Temática (CST) que discutiu a energia elétrica na Assembleia Legislativa. Na nossa conclusão, sugerimos pela realização de uma nova licitação, pois entendemos que nem todas as cláusulas contratuais foram cumpridas”, explicou.
Entre as principais reclamações apontadas pela população está a baixa implantação do sistema trifásico, presente em menos de um terço do estado. Segundo o parlamentar, essa deficiência compromete o desenvolvimento econômico. “Mato Grosso cresce, muitas indústrias e empresários desejam se instalar em determinadas cidades, mas não conseguem avançar por falta de capacidade energética. Outros querem ampliar suas plantas industriais e não conseguem, porque a Energisa não fornece a energia necessária”, ressaltou.
Wilson Santos também criticou a desumanização do atendimento ao consumidor, com o fechamento da maioria das agências físicas no interior. “Há pessoas que ainda dependem do atendimento presencial, especialmente idosos, que necessitam de orientação direta. Uma das reclamações mais recorrentes nas audiências foi a morosidade no atendimento pelos canais digitais e telefônicos da concessionária”, afirmou.
Outro ponto destacado no relatório é a baixa qualidade e a instabilidade no fornecimento de energia elétrica. De acordo com os deputados, o serviço é precário e gera custos e transtornos significativos à população e ao setor produtivo, com interrupções constantes, oscilações e quedas de energia. Além disso, há prejuízos materiais, como a queima de eletrodomésticos e equipamentos essenciais para a produção no campo. “Elencamos informações que desfavorecem a renovação da concessão da Energisa em Mato Grosso. Identificamos violações de indicadores regulatórios e a percepção negativa do consumidor é corroborada por dados oficiais da própria distribuidora. A prorrogação do contrato nos moldes atuais é estrategicamente indefensável e lesiva aos interesses de longo prazo do estado. A melhoria embora exista, não foi suficiente para atender uma economia em plena expansão”, destacou Wilson Santos.
A Comissão Especial concluiu que a decisão sobre a renovação da concessão da distribuição de energia elétrica em Mato Grosso deverá ser estratégica e definirá a capacidade de crescimento e a qualidade de vida da população nas próximas três décadas. “O futuro exige mais do que a simples manutenção do serviço. Exige um parceiro comprometido com o desenvolvimento compartilhado. O novo contrato deve ser um instrumento de política de desenvolvimento econômico e não apenas um acordo de prestação de serviço”, aponta o documento.
Durante a reunião, o ministro Alexandre Silveira reconheceu que o contrato firmado em 1997 é obsoleto e não atende à realidade atual. Segundo ele, contratos mais recentes, como os firmados nos estados do Espírito Santo e Pernambuco, já preveem metas de investimentos, índices de melhoria e aperfeiçoamento dos serviços, critérios que deverão constar no próximo contrato de Mato Grosso. “Precisamos ter clareza nos contratos e acompanhar o desenvolvimento nacional. Discutimos com os deputados a possibilidade ou não da renovação da concessão. Quero destacar o empenho e a qualidade do diagnóstico apresentado. Ficaremos atentos para tomar a melhor decisão para o povo de Mato Grosso, que fortaleça o desenvolvimento do estado e leve energia trifásica ao campo”, afirmou o ministro.
Ao final da reunião, ficou acordada a continuidade das discussões sobre a prestação dos serviços da Energisa em Mato Grosso. O próximo encontro ocorrerá de forma remota, nesta terça-feira (13), às 15h (horário de Brasília), entre os integrantes do Ministério de Minas e Energia e os deputados da Comissão Especial da Assembleia Legislativa
O deputado liderou a Câmara Setorial Temática da Enfermagem, promovendo escuta ativa, articulação institucional e encaminhamentos em defesa da categoria
A atuação do deputado Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), à frente da Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem marca um importante capítulo do seu mandato na valorização dos profissionais da saúde em Mato Grosso. A iniciativa garante um espaço permanente de diálogo, construção coletiva e encaminhamento de soluções voltadas às demandas históricas da enfermagem.
Criada com o objetivo de aprofundar o debate sobre os desafios enfrentados por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, a Câmara Setorial foi conduzida sob a liderança de Max Russi com foco na escuta qualificada da categoria.
No decorrer dos trabalhos, foram realizadas audiências públicas, reuniões técnicas e encontros institucionais, reunindo representantes da enfermagem, conselhos profissionais, sindicatos, gestores públicos e especialistas da área da saúde.
Principais temas debatidos
– Implementação do piso salarial nacional da enfermagem;
– condições de trabalho, sobrecarga de jornadas, a saúde mental dos profissionais e a necessidade de melhoria da estrutura das unidades de saúde em todo o estado.
As discussões contemplaram tanto a realidade da capital quanto dos municípios do interior, garantindo representatividade e amplitude ao debate.
Como resultado do trabalho realizado, a CST da Enfermagem elaborou relatórios técnicos, diagnósticos situacionais e encaminhamentos formais aos órgãos competentes, incluindo secretarias de Saúde, Ministério Público e demais instituições de controle. Esses documentos passaram a subsidiar ações do poder público e fortaleceram a atuação legislativa em defesa da categoria.
Outro destaque do balanço de mandato é o fortalecimento do diálogo institucional promovido por Max Russi entre a Assembleia Legislativa e entidades representativas da enfermagem, como o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).
A aproximação aumentou a representação da categoria no Parlamento e contribuiu para a construção de políticas públicas mais alinhadas à realidade dos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população.
Max Russi afirma que a liderança da Câmara Setorial Temática reforça o compromisso de seu mandato com os que sustentam o sistema de saúde. “A enfermagem é essencial para o funcionamento do SUS e para a garantia de um atendimento humanizado. Nosso mandato tem o compromisso de ouvir, valorizar e transformar as demandas da categoria em ações concretas”, ressaltou o presidente da ALMT.
“O Globo” cita nomes de várias esposas de políticos tradicionais em busca de protagonismo. Efeito pode ser contrário
Com a alegação de que defende uma maior presença feminina nos espaços políticos eleitorais, ocupando vagas e mirando votos, alguns governantes, muito mais interessados em se perpetuar no poder, mesmo que indiretamente, já lançam as candidaturas de esposas, filhos, irmãos ou qualquer um que possa representar o que se viveu em um passado em todas as regiões do Brasil e se convencionou chamar de “coronelismo”.
Ou seja, o mandatário de ocasião, muitas vezes impedido ou com a necessidade de não estar à frente do poder de decisão, coloca aquele (ou aquela) que não apenas o representa, como também cumpre com sua vontade, exercendo um mandato eletivo.
Uma reportagem do jornal O Globo, no fim de semana passado, traduz com exatidão essa realidade, ao observarr que 2026 promete trazer o protagonismo a mulheres de políticos que buscam se lançar no pleito deste ano. Ainda que isso possa ocorrer por meio aconteça do voto popular.
Trata-se do exercício mais democrático que existe, mas que tem lá suas falhas, como o imperialismo do capital financeiro e do poder político, que a legislação eleitoral limita com impedimento de parentes disputarem eleições quando quem está no exercício do mandato seja direta ou indiretamente parente de primeiro, segundo e terceiro graus ou cônjuge.
A reportagem revela a possibilidade de disputa de cargos eletivos, nas eleições deste ano, por pessoas diretamente ligadas aos atuais detentores de poder e, até mesmo, de que está fora do processo político. No caso mais emblemático, o de Michele Bolsonaro (PL), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
A ex-primeira-dama do país é apontada como nome mais forte para disputar uma das duas vagas para o Senado pelo Distrito Federal, que já tem como senadora uma ex-ministra de Bolsonaro, Damares Alves (Republicanos), que se encontra na metade do mandato de oito anos.
No caso de Mato Grosso, a primeira-dama, Virgínia Mendes, é citada como um dos quadros com potencial para uma eventual disputa por uma vaga na Câara Federal.
Apesar de não ser novidade a disputa de esposas de políticos. Um caso que pode ilustrar essa realidade é o de Thelma de Oliveira, viúva do ex-governador Dante de Oliveira e que foi deputada federal e prefeita de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá).
A cuiabana Marina Cândia é cotada para disputar o Senado pelo Estado de Alagoas. Ela é primeira-dama de Maceió
O mesmo aconteceu com Celcita Pinheiro, viúva de Jonas Pinheiro (antigo DEM), que foi senador e deputado federal por Mato Grosso e padrinho político de Blairo Maggi (PP) e um dos mais influentes políticos perante o agronegócio. Celcita foi, por três vezes, deputada federal.
Outro nome que chama a atenção, até pelo lapso temporal diante dos seis mandatos do marido, o senador Jayme Campos (União), é o da ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, que se tornou referência política em administração pública e um nome sempre lembrado para eventuais novas eleições.
A reportagem de O Globo cita que a provável candidatura de Virgínia Mendes para deputada federal tem sido incentivada por políticos do Estado. Entre eles, está o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), que declarou apoio.
Virgínia, no entanto, considera “cedo” para se discutir o assunto. Sendo sim ou não, afirma que terá o apoio do marido.
“O Mauro sempre apoiou meu trabalho social. Tenho certeza de que continuará me apoiando em qualquer missão”, disse.
O jogo de cena está no fato de que o governador Mauro Mendes usa o nome da esposa para pressionar aliados e adversários, apostando que pode jogar pesado na eleição da esposa para deputada federal ou estadual.
As ações de Mauro Mendes podem ser interpretadas de várias maneiras. O fato da necessidade de ter alguém da família com poder político, ainda mais após dois mandatos de governador de Mato Grosso, com uma alta avaliação e, até mesmo, uma “rota de fuga” para que ele conclua seu mandato e não dispute as eleições deste ano.
Como amplamente divulgado, o atual chefe do Palácio Paiaguás é citado como “nome certo” para uma das duas vagas para o Senado por Mato Grosso, condição que rachou o grupo político do União Brasil, que tem duas forças políticas antagônicas: o senador Jayme Campos, em fim de mandato de oito anos e que já colocou seu nome como candidato ao Governo do Estado, e o próprio Mauro Mendes, que se antecipou e escolheu seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), como seu sucessor natural.
A escolha de Mauro que foi precipitada e o obrigou a colocar publicamente que seu candidato é Pivetta, mas não contava com a dissidência dentro do partido, que se federalizou com o Partido Progressista, formando a Federação União Progressista.
Mesmo sabendo a força que representa o cargo de governador perante os prefeitos, vices, vereadores, deputados estaduais e federais e filiados, já que o União Brasil é o maior partido de Mato Grosso com quase 70 mil filiados, uma ruptura por causa de uma disputa entre um candidato da sigla e um candidato de outro partido tenderia a deixar um rastro que pode comprometer o futuro das eleições de 2026.
Basta lembrar que, em 2018 e 2022, quando Mauro Mendes liderou as disputas, as vitórias vieram porque a maioria dos partidos e os melhores nomes faziam parte da cligação que os elegeu e reelegeu.
O flerte do governador com o poder político já construiu, assim como destruiu muitas carreiras no passado. Tanto que que se grupo é assombrado pela derrota do então indestrutível e primeiro governador reeleito da história moderna de Mato Grosso, Dante de Oliveira, que, após dois mandatos, deixou o cargo com mais de 70% de aprovação e se viu derrotado na busca por uma cadeira no Senado.
A semelhança da disputa de 2002 com a de 2026 pode não ser mera coincidência.
Outra candidatura que está colocada, e assim como Virgínia Mendes se trata de uma primeira-dama e que tem tudo a ver com Mato Grosso, está exatamente a 2.925 km de distância – lá no Estado de Alagoas.
A capital, Maceió, é administrada por JHC (João Henrique Caldas), do Pl bolsonarista, que é nome forte para disputar o Governo do Estado, mas que teria feito acordo com o PT de Lula e, agora, pretende lançar sua esposa, Marina Cândia, como candidata a uma das duas vagas para o Senado.
Essa vagas são disputadas pelo senador Renan Calheiros, de ex-governador de Alagoas, com avaliação superior ao presidente Lula; Renan Filho, que mesmo estando na metade do mandato de senador e um dos principais nomes do Governo Lula, pode disputar o Governo do Estado para ajudar o pai a conquistar seu quinto mandato de senador por Alagoas.
Renan Calheiros foi deputado estadual, deputado federal, ministro da Justiça e é senador desde 1995. Ocupou a presidência do Senado por três vezes e tem pela frente um duro adversário, o ex-presidente da Câmara dos Deputados e um dos políticos mais influentes dos últimos anos, Arthur Lira (PP).
Essa polarização fez surgir a cuiabana Marina Cândia, filha do empresário da construção Mário Cândia, que foi secretário de Estado no Governo Júlio Campos.
Marina Cândia se casou com JHC e agora aparece como um dos nomes que podem colocar em xeque a vitória de qualquer um dos políticos mais tradicionais de Alagoas. JHC é de família tradicional em política, mas é um político novo e com expressivos resultados à frente da Prefeitura de Maceió.
Por fim, tem-se também a primeira-dama de Goiás, esposa do governador Ronaldo Caiado (União), que tem afinidades tanto com o senador Jayme Campos como com o governador Mauro Mendes, que é natural da cidade goiana de Anápolis.
Gracinha Caiado já tratou sua candidatura com naturalidade e como uma decisão tomada, o que deixa margem a outra interpretação. Ou seja, o esposo e governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também sem segundo mandato e com uma das melhores avaliações do país, se coloca como opção diante da impossibilidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disputar a Presidência da República.
Caiado sendo candidato a presidente da República, o governador Mauro Mendes ao Senado e o prefeito JHC a governador, eles, ao mesmo tempo que atraem nomes que desejam pegar carona em suas candidaturas, bem como nas candidaturas de suas esposas, também fecham as portas para os aliados, que passam a contar com uma vaga a menos para o Senado, para a Câmara Federal ou para a Assembleia Legislativa.
Eleições proporcionais funcionam como escada: os mais votados ajudam a conquistar mais vagas e eleger mais aliados. Só que, em determinados casos, a preferência exacerbada acaba afugentando eventuais aliados, que podem encontrar melhores chances em outros partidos.