Proposta da Famato foi garantir que produtores tenham condições de entender não apenas o que muda, mas como essas novas exigências podem influenciar a competitividade e a previsibilidade da produção.
Após percorrer mais de 20 municípios mato-grossenses, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) encerrou em Cuiabá, nesta quarta-feira (12), a série de palestras voltadas a esclarecer produtores rurais e contadores sobre os efeitos da reforma tributária no agronegócio. O encontro final, realizado na sede da entidade, consolidou as principais dúvidas e apresentou caminhos técnicos para adaptação às novas regras que começam a redesenhar a relação entre atividade produtiva, sustentabilidade fiscal e gestão do patrimônio rural.
A rodada trouxe explicações práticas sobre temas que devem impactar diretamente o planejamento das propriedades, como arrendamento, aquisição de máquinas e equipamentos, cadastro no IBS/CBS e aplicação da alíquota reduzida de 60% para produtos do agro. A proposta da Famato foi garantir que produtores tenham condições de entender não apenas o que muda, mas como essas novas exigências podem influenciar a competitividade e a previsibilidade da produção.
Para o analista tributário da Famato, José Cristóvão Martins Júnior, a participação ativa do produtor nas decisões fiscais é indispensável.
“Nem sempre contador ou advogado conhecem as particularidades da fazenda. Sem a visão do campo, o planejamento perde eficiência e aumenta o risco”, alertou.
As orientações técnicas reforçaram a necessidade de revisar contratos de arrendamento para identificar a alíquota mais vantajosa, além de detalhar quais máquinas e equipamentos poderão ser adquiridos com desoneração, conforme lista prevista em regulamento. Com o novo desenho do IBS e da CBS, parte das operações passará a ser recolhida pelo próprio produtor, ampliando a responsabilidade sobre o controle tributário.
No novo regime de não cumulatividade, insumos tendem a chegar menos onerosos, mas o acompanhamento entre créditos e débitos na saída exigirá maior organização. A recomendação é manter cadastro atualizado de fornecedores que já aderiram ao IBS/CBS e priorizar vendas para compradores habilitados, garantindo aplicação correta do diferimento.
Vice-presidente regional da Famato e produtor rural, Anísio Milela Zinqueira Neto destacou que o entendimento das mudanças precisa ser constante.
“Não dá para ignorar o que está acontecendo. Precisamos estar atentos para não continuar pagando pela ineficiência. Mantenho contato constante com meu contador e advogado. No fim do ano passado, ele me alertou para não firmar certos contratos em 2025, considerando o faturamento do ano anterior. Este ano o cenário é outro, e estamos tomando medidas para adequação”, afirmou.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, ressaltou que o setor ainda busca compreender a dimensão total dos impactos.
“Estamos entendendo como serão as mudanças, mas uma coisa é certa: a carga tende a aumentar. Mudanças tributárias miram arrecadação e preocupam o produtor. Por isso realizamos esta rodada para orientar, inclusive, os contadores”, destacou.
Segundo ele, a série de eventos recebeu forte adesão no interior e será retomada em 2026, com foco na preparação e na proteção do patrimônio rural.
Continuidade do serviço ao produtor
Ao final do encontro, Tomain confirmou que o ciclo de palestras será mantido no próximo ano. As novas datas e cidades serão divulgadas nos canais oficiais da Famato.
Centro Municipal, que é referência em Mato Grosso nas atividades para crianças que apresentam autismo, síndrome de Down, deficiência física, visual, auditiva, deficiência intelectual e outros transtornos de hiperatividade (TDH), transtorno de leitura e escrita (Dislexia) e transtorno de aprendizagem
Os alunos do Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão (CMAEAPI) ‘ João Ribeiro Filho’ comemoraram a chegada do Papai Noel dos Correios, na manhã desta quarta-feira (12), com muita animação e entusiasmo.
A Campanha de solidariedade Papai Noel dos Correios foi lançada oficialmente em Brasília no dia 7 de novembro. Para o lançamento da fase estadual de 2025, foi escolhido o Centro Municipal, que é referência em Mato Grosso nas atividades para crianças que apresentam autismo, síndrome de Down, deficiência física, visual, auditiva, deficiência intelectual e outros transtornos de hiperatividade (TDH), transtorno de leitura e escrita (Dislexia) e transtorno de aprendizagem.
O superintendente estadual dos Correios em Mato Grosso, Willian Matsubara, conta que, instituída há 36 anos, a campanha Papai Noel dos Correios vem acumulando histórias emocionantes de solidariedade e a instituição permanece engajada na missão de manter a magia do Natal viva. A Campanha visa atender aos pedidos de Natal das crianças matriculadas na rede pública, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, de instituições como creches, abrigos, núcleos sócios-educativos e crianças em situação de vulnerabilidade social de até 10 anos de idade. As crianças e adolescentes com deficiência não terão limite de idade para participar da Campanha.
ATENÇÃO – Ele explica que a campanha deste ano continua tendo formato híbrido, o envio e a adoção das cartinhas com os pedidos das crianças poderão ser feitos fisicamente nas agências dos Correios listadas no blog da campanha. Padrinhos e madrinhas poderão fazer a adoção das cartas pelo blog da campanha: blognoel.correios.com.br.
A assessora de Políticas de Inclusão da Prefeitura de Várzea Grande, Priscila Lima disse ser muito importante a iniciativa dos Correios em abraçar a causa da inclusão em sua campanha de Natal e reforçou o compromisso da gestão Flávia Moretti/Tião da Zaeli – ambos do PL – de trabalhar com efetividade para que a inclusão seja plena em Várzea Grande.
A coordenadora do Centro João Ribeiro Filho, professora Maria Eliete Scoca de Souza, agradeceu pela decisão inédita dos Correios de lançar sua campanha em Mato Grosso no Centro Municipal dizendo que, além dos presentes, a campanha também vai incentivar o interesse pelo aprendizado da escrita de cartas pelas crianças e estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas e emocionais, “um dos maiores presentes que uma criança pode receber” ressaltou.
A subsecretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, professora Eva de Paulo, relembrou a época em que era diretora escolar em 2004, quando todos os alunos da escola foram presenteados pela Campanha Papai Noel dos Correios. “Hoje ver a campanha ser lançada no Centro João Ribeiro é a garantia da inclusão, da valorização do trabalho desenvolvido por esta instituição e do reconhecimento público da importância do trabalho dos Correios em nossa sociedade” afirmou.
A entrega dos presentes da Campanha Papai Noel dos Correios continuará a ser feita presencialmente pelos padrinhos e madrinhas diretamente nas agências dos Correios listadas no Blog até o dia 23 de dezembro.
Reporter: FRED NOGUEIRA Fonte: SMECEL/VG Data: 12/11/2025 18:12:44
Papai Noel dos Correios celebra inclusão lançando campanha de solidariedade no Centro Municipal João Ribeiro
Foto: SMECEL/VG
Centro Municipal, que é referência em Mato Grosso nas atividades para crianças que apresentam autismo, síndrome de Down, deficiência física, visual, auditiva, deficiência intelectual e outros transtornos de hiperatividade (TDH), transtorno de leitura e escrita (Dislexia) e transtorno de aprendizagem
Os alunos do Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão (CMAEAPI) ‘ João Ribeiro Filho’ comemoraram a chegada do Papai Noel dos Correios, na manhã desta quarta-feira (12), com muita animação e entusiasmo.
A Campanha de solidariedade Papai Noel dos Correios foi lançada oficialmente em Brasília no dia 7 de novembro. Para o lançamento da fase estadual de 2025, foi escolhido o Centro Municipal, que é referência em Mato Grosso nas atividades para crianças que apresentam autismo, síndrome de Down, deficiência física, visual, auditiva, deficiência intelectual e outros transtornos de hiperatividade (TDH), transtorno de leitura e escrita (Dislexia) e transtorno de aprendizagem.
O superintendente estadual dos Correios em Mato Grosso, Willian Matsubara, conta que, instituída há 36 anos, a campanha Papai Noel dos Correios vem acumulando histórias emocionantes de solidariedade e a instituição permanece engajada na missão de manter a magia do Natal viva. A Campanha visa atender aos pedidos de Natal das crianças matriculadas na rede pública, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, de instituições como creches, abrigos, núcleos sócios-educativos e crianças em situação de vulnerabilidade social de até 10 anos de idade. As crianças e adolescentes com deficiência não terão limite de idade para participar da Campanha.
ATENÇÃO – Ele explica que a campanha deste ano continua tendo formato híbrido, o envio e a adoção das cartinhas com os pedidos das crianças poderão ser feitos fisicamente nas agências dos Correios listadas no blog da campanha. Padrinhos e madrinhas poderão fazer a adoção das cartas pelo blog da campanha: blognoel.correios.com.br.
A assessora de Políticas de Inclusão da Prefeitura de Várzea Grande, Priscila Lima disse ser muito importante a iniciativa dos Correios em abraçar a causa da inclusão em sua campanha de Natal e reforçou o compromisso da gestão Flávia Moretti/Tião da Zaeli – ambos do PL – de trabalhar com efetividade para que a inclusão seja plena em Várzea Grande.
A coordenadora do Centro João Ribeiro Filho, professora Maria Eliete Scoca de Souza, agradeceu pela decisão inédita dos Correios de lançar sua campanha em Mato Grosso no Centro Municipal dizendo que, além dos presentes, a campanha também vai incentivar o interesse pelo aprendizado da escrita de cartas pelas crianças e estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas e emocionais, “um dos maiores presentes que uma criança pode receber” ressaltou.
A subsecretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, professora Eva de Paulo, relembrou a época em que era diretora escolar em 2004, quando todos os alunos da escola foram presenteados pela Campanha Papai Noel dos Correios. “Hoje ver a campanha ser lançada no Centro João Ribeiro é a garantia da inclusão, da valorização do trabalho desenvolvido por esta instituição e do reconhecimento público da importância do trabalho dos Correios em nossa sociedade” afirmou.
A entrega dos presentes da Campanha Papai Noel dos Correios continuará a ser feita presencialmente pelos padrinhos e madrinhas diretamente nas agências dos Correios listadas no Blog até o dia 23 de dezembro.
O programa tem como objetivo promover a autonomia das famílias atendidas pela política de assistência social
Na noite desta terça-feira, 11, o Espaço Conviver recebeu uma cerimônia especial organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que marcou a entrega dos certificados aos participantes do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho). O programa tem como objetivo promover a autonomia das famílias atendidas pela política de assistência social, ampliando suas possibilidades de inserção e integração no mercado de trabalho.
O evento reuniu dezenas de participantes que, ao longo das oficinas, se dedicaram à capacitação e ao desenvolvimento pessoal e profissional. A secretária de Assistência Social, Alexsandra Ziliotto, destacou a importância do momento e o comprometimento de todos que integram o programa:
“É um trabalho lindo que as meninas desenvolvem lá no CRAS já há bastante tempo. Eu assumi recentemente a secretaria, mas esse é um trabalho que vem sendo construído desde janeiro. Sabemos que o Acessuas passou por algumas mudanças, e essas oficinas vêm para complementar o trabalho desenvolvido nas unidades. É um prazer muito grande reconhecer e valorizar todos vocês, especialmente as mulheres que trabalham o dia inteiro e ainda encontram tempo e disposição para se qualificar. Isso mostra o quanto desejam melhorar a qualidade de vida e crescer pessoalmente”.
Alexsandra também reforçou o compromisso da atual gestão com o fortalecimento das políticas sociais e o acolhimento da população. “Os CRAS estão de portas abertas, assim como toda a Secretaria. Esse é apenas o começo da gestão do prefeito Sérgio Machnic e da vice-prefeita Iva Viana, que enviam um grande abraço a todos. A administração está totalmente comprometida com a Assistência Social para ouvir e atender as demandas da população. Que este seja apenas o primeiro passo de muitos, e que no próximo ano possamos receber novamente vocês nas oficinas e programas”.
A coordenadora do Acessuas Trabalho, Irene Silva, expressou alegria pela conquista dos participantes e pelo empenho de todos os envolvidos. “É com imenso prazer que temos vocês aqui hoje. Essa conquista é uma vitória, um começo muito significativo. As oficinas vão além da orientação profissional: elas são espaços de troca de saberes, de envolvimento e de fortalecimento coletivo. Agradecemos especialmente aos CRAS e a todos os profissionais que compõem essa grande rede de promoção social e da vida”.
Na mesma linha, a coordenadora do CRAS Jonas Pinheiro, Joelma Caldas, ressaltou que o programa desperta valores e potenciais muitas vezes adormecidos. “O Acessuas possibilita aos nossos usuários o despertar da consciência de si mesmos, do seu valor e das suas capacidades. É um espaço para abrir portas, descobrir talentos e reconhecer o que cada um é capaz de realizar. O CRAS está sempre de portas abertas, promovendo convivência, integração entre gerações e oportunidades que fortalecem o ser humano em todos os aspectos.”
O secretário de Esportes, Uberdan Moesch, também prestigiou o evento e parabenizou os formandos. “É uma alegria muito grande participar deste momento e ver o resultado de um trabalho que transforma vidas. Parabéns a todos que concluíram essa etapa e que, com esse certificado, se abram novas portas para o futuro”.
Na sessão desta quarta-feira (12), em Cuiabá, o executor afirmou que teria sido coagido por um dos mandantes a manter o plano do crime ocorrido em 2023
O pistoleiro Sílvio Júnior Peixoto, apontado como autor dos disparos que mataram o empresário Gersino Rosa dos Santos, o “Nene Games”, e o vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino dentro do Shopping Popular de Cuiabá, em 2023, afirmou durante o julgamento nesta quarta-feira (12) que chegou a pensar em desistir do crime, mas foi ameaçado de morte por um dos mandantes. O julgamento é presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
Segundo ele, houve pressão para que a execução acontecesse. Questionado em plenário se tinha comunicado de forma clara a intenção de desistir, respondeu que sim. “Sim. Todo tempo. Nunca imaginei passar por uma situação dessas. Mas ele disse que se não fizesse, quem ia morrer era eu”, declarou.
A sessão do Tribunal do Júri reúne três acusados: a mãe e o filho Jocilene Barreiro da Silva e Vanderley Barreiro da Silva, apontados como mandantes, e Sílvio Júnior Peixoto, identificado como executor dos disparos.
De acordo com a acusação, Jocilene e Vanderley teriam encomendado o crime, enquanto Sílvio executou os disparos que atingiram as vítimas dentro do centro comercial. As mortes de Gersino e Cleyton chocaram frequentadores e lojistas e levaram a uma investigação que, posteriormente, resultou na denúncia do trio.
Em seu interrogatório, Sílvio reforçou que tentou abandonar a ação criminosa, porém, disse ter sido coagido. Ele repetiu ao Conselho de Sentença que comunicou “todo tempo” a intenção de não participar e que, mesmo assim, recebeu a ameaça: se não cumprisse a ordem, seria ele a próxima vítima.
Deputado afirma que o governador está mal informado, cobra “boa vontade” e aposta que, a partir de março, com Otaviano Pivetta no comando, a obra que encurta em 30 km o trajeto entre Cuiabá e Chapada será finalmente iniciada.
O debate sobre a MT-030 — rodovia que reduziria em cerca de 30 quilômetros a ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães — ganhou um novo capítulo após a reação do deputado estadual Nininho (Republicanos) às declarações do governador Mauro Mendes (União). Mendes havia classificado a obra como “inviável” e atribuído possíveis avanços à necessidade de licenças do Ibama.
Nininho não deixou sem resposta. Com tom firme, rebateu a posição do chefe do Executivo estadual e disse que a rodovia não apenas é viável, como já possui estudos técnicos concluídos que comprovam sua exequibilidade.
“A 030 é totalmente viável. O Estado vive um momento financeiro excelente e pode fazer a obra”, afirmou o parlamentar, destacando que engenheiros contratados já produziram levantamentos completos, os quais pretende apresentar pessoalmente ao governador — acompanhado de uma equipe técnica — para mostrar que “nada é inviável”.
Ele também criticou erros históricos que, segundo ele, alimentam gargalos como o do Portão do Inferno.
“Até hoje aquilo está lá por teimosia. Faltou decisão”, disparou.
Aposta em Pivetta e cobrança de disposição política
Apesar de discordar frontalmente do governador, Nininho adotou um tom de resignação estratégica. Disse não estar preocupado com o impasse atual e que pretende retomar o debate “a partir de março”, quando o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumirá o comando do Estado durante a janela eleitoral.
“Vamos realizar esse sonho de toda a população”, antecipou o parlamentar, indicando confiança de que Pivetta destravará o projeto.
Sem citar Mendes diretamente, Nininho sugeriu que o problema não está na viabilidade, mas na disposição política:
“Não tem nada de inviável. Talvez falte boa vontade”, alfinetou.
Impacto estratégico e condicionantes
O deputado reforçou que a obra é crucial não apenas para Chapada, mas para toda a Baixada Cuiabana — região que reúne mais de 1,5 milhão de habitantes — e que a nova rota ajudaria a salvar vidas, reduzindo riscos em trechos críticos da MT-251.
Outro ponto levantado por Nininho é que a própria duplicação da MT-251 depende da execução da MT-030, por condicionante estabelecido no licenciamento.
“Se a 251 só pode ser duplicada com a 030, como pode ser inviável?”, questionou.
Pressão crescente
Segundo o parlamentar, a demanda cresce diariamente.
“Todos me procuram por essa obra”, comentou, dizendo estar preparado para provar tecnicamente a necessidade e a possibilidade de execução.
Enquanto o governo insiste na tese da inviabilidade, Nininho mira 2026 como o ano da virada. Para ele, com Pivetta no comando, a MT-030 finalmente deixará o campo das promessas e entrará na lista das grandes obras estruturantes do Estado.
Fundador e primeiro reitor da universidade fala sobre política, educação, saúde e a ditadura militar
O médico e professor Gabriel Novis Neves, que falou sobre a fundação da UFMT
JONAS DA SILVA DA REDAÇÃO
Aos 90 anos, o médico e professor Gabriel Novis Neves avalia que a instalação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Cuiabá propiciou a liberdade de pensamento na sociedade contra um “estado curral”, como ele denominou a situação antes do funcionamento da instituição.
A Universidade Federal de Mato Grosso veio para dividir esse imenso curral, esse curral não pode ser patrimônio de uma pessoa, ou de um grupo, tem que ser de todos
Neves dá nome à cidade universitária, foi seu fundador e reitor por mais de uma década, entre 1970 e 1982. Formou gerações de médicos não só na universidade, como em outros centros de ensino. Profissionais dos quais hoje é paciente na saúde.
“Cada um deve ter liberdade para escolher seu candidato e votar, isso é o que acho. Mas aqui, antes da universidade, era chamado de Estado curral”, disse ele em entrevista ao MidiaNews, ao ser questionado sobre a polarização direita e esquerda.
“O ministro da Educação militar, o coronel Jarbas Gonçalves Passarinho, disse o seguinte: a Universidade Federal de Mato Grosso veio para dividir esse imenso curral, esse curral não pode ser patrimônio de uma só pessoa, ou de um só grupo, tem que ser de todos”, acrescentou.
Ao longo da sua trajetória, Novis Neves conviveu com diversas lideranças. Ele foi secretário de Estado de Educação do ex-governador Pedro Pedrossian, no Mato Grosso integrado e uno, na década de 1970.
Além de falar de saúde e medicina, os avanços dessa área da sua formação, comentou também sobre educação, fatos políticos do Estado e de Cuiabá. E relembrou histórias da ditatura militar em Mato Grosso. Uma, o fato de a UFMT não ter instalado o Serviço Nacional de Informação (SNI) para bisbilhotar estudantes, professores e técnicos. E o resultado da sua negativa de não instalar o serviço: ser o único reitor cassado durante o regime de exceção.
Confira os principais trechos da entrevista (e o vídeo com a íntegra ao final da matéria):
MidiaNews – O senhor dá nome à UFMT e foi o primeiro reitor temporário da universidade em março de 1970 e depois entre 1971 a 1982. Os principais desafios foram encontrar professores ou questões de infraestrutura do novo campus?
Gabriel Novis Neves – Eu fui um dos fundadores da universidade, mas ninguém faz nada sozinho. Ainda mais instalar uma universidade federal, em 1970, no Centro-Oeste brasileiro. Era uma aventura. Ninguém acreditava. O cuiabano estava tão desiludido naquela época que falavam: ‘Ah, saiu no papel, saiu no Diário Oficial, mas isso aí vai ficar por aí’. Porque muitas coisas, muitos projetos saíam do “Diário Oficial” e não eram transformados em realidade. Então foi essa a minha missão, de tirar do papel e transformar em realidade a Universidade Federal de Mato Grosso.
Claro que não fiz isso sozinho. Eu fui o comandante dessa grande batalha em prol da educação, da juventude de Mato Grosso, da família mato-grossense.
Victor Ostetti/MidiaNews
Gabriel Novis Neves: “Minha missão foi tirar do papel e transformar em realidade a Universidade Federal de Mato Grosso”
Eu comecei como reitor pró-tempore, porque o ministro criou a universidade em Campo Grande. A Universidade Cuiabana, nasceu em Campo Grande. Imagina, o maior rival de Cuiabá. Depois, a minha escolha de reitor pró-temporário foi em Corumbá, do Centro Educacional Júlia Gonçalves Passarinho. E foi por aclamação. E eu vim instalar a universidade em Cuiabá. Então, você vê que coisa bonita é esse começo da história da universidade.
Uma história que começou em 1808, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Todo mundo fala o seguinte: o ensino superior de Mato Grosso começou na época de Gabriel. Não! Começou em 1808. Quando a família real foi expulsa pelas armas de Napoleão Bonaparte e vieram para Salvador, na Bahia.
E chegando em Salvador, aquele pessoal que era da Casa Civil, vamos dizer assim, lá do Imperador do Brasil, exigiram que se criasse uma faculdade de medicina em Salvador, porque era impossível, inadmissível, ter a família real morando em uma cidade que não tivesse faculdade de medicina. Daí, a coisa elitizante do curso de medicina começou aí. Começou aí, ou continuou aí, não sei. Mas aqui no Brasil, começou aí.
O aluno de medicina, ele tinha orgulho de falar que ele estudava medicina na Praia Vermelha
Então foi criada em Salvador a Escola Imperial de Medicina, como marco da chegada da família real em Salvador. Isso foi em fevereiro de 1808. Em novembro, a família muda para o Rio de Janeiro. Aí é criada a Universidade do Rio de Janeiro. Essa universidade foi a que estudei, que na época chamava-se Nacional, porque a capital federal era no Rio, era a Faculdade Nacional de Medicina, mais conhecida como a Universidade da Praia Vermelha. A Praia Vermelha era símbolo de qualidade.
O aluno de medicina, ele tinha orgulho de falar que ele estudava medicina na Praia Vermelha. Hoje ficou a Federal do Rio de Janeiro, o fundão, com traficante, droga… Todo mundo tem medo de ir no fundão. Eu tenho medo de ir no fundão.
MidiaNews – E qual foi o impacto inicial dessa formação aqui em Cuiabá, dessa formação universitária, tanto para a cidade, quanto para o mercado de trabalho? Já que muitos, como o senhor disse, iam estudar no Rio e em São Paulo?
Gabriel Novis Neves – Com a chegada da universidade, as famílias não precisavam mais preocupar de ter que mandar filhos para estudar fora de Cuiabá. Porque isso, inclusive, custava dinheiro. E os migrantes que estavam chegando aqui sabiam que podiam vir para cuidar da lavoura, da roça, da agricultura. E o fundamental para eles era a educação dos filhos. E eles tinham onde educar o filho em uma boa universidade, que era a nossa.
Então, o impacto foi muito grande. Não precisavam mais sair de Cuiabá para estudar medicina. Agora, gostaria de lembrar que a ideia começou em 1808, em Vila Bela. E aí, a capital veio para Cuiabá. Algumas iniciativas aqui e ali. Até que, em 1952, no primeiro governo do Fernando Corrêa da Costa, criou a Faculdade Estadual de Direito. Sem condições de funcionar, foi fechada.
Mais tarde, já no governo do Jango, criou a Faculdade Federal de Direito, que foi a primeira escola federal em Cuiabá, mas era isolada. O Fernando criou o Instituto de Ciências e Letras em 1966, e o Pedro Pedrossian, quando assumiu, deu início aos cursos de Ciências Contábeis, Letras, aquele curso de cuspe, que falavam, que não precisava de laboratório, não precisava de nada. E, em 1968, veio a Engenharia Civil.
Em 70, no início de 70, o Pedrossian me chamou, falou que tínhamos que preparar o Estado para ser sede de duas universidades. Uma universidade com sede em Campo Grande e outra em Cuiabá. Pela lei, a federal tinha que ser em Cuiabá. E Campo Grande a estadual.
O curso de Medicina foi criado em 1970 e só começou a funcionar 10 anos depois, porque era um curso elitizante e a elite é cruel com os pobres, não querem. Demorou 10 anos para começar a funcionar, hoje nós temos uma escola de Medicina aí com 45 anos, muito bem avaliada pelo MEC, formando excelentes profissionais, inclusive muitos desses meus antigos alunos da Faculdade de Medicina são meus médicos hoje.
E eu vou dizer mais uma coisa para você, a medicina de Cuiabá é excelente, só que, infelizmente, não abrange a todos
MidiaNews – E como é que está a educação pública universitária hoje, melhorou ou piorou?
Gabriel Novis Neves – Em minha opinião, estou afastado do dia a dia da universidade, da sala de aula, dos departamentos, mas a minha opinião é que melhorou muito a medicina do Brasil. A medicina do Brasil não deve nada às melhores escolas de medicina do mundo.
E eu vou dizer mais uma coisa para você, a medicina de Cuiabá é excelente, só que, infelizmente, não abrange a todos. Por exemplo, o SUS não teve condições ainda de ser um Sistema Único de Saúde para todos, mas quem tem recurso, não precisa mais sair de Cuiabá para nada.
Esse marca-passo que tenho aqui no peito, coloquei aqui e quem colocou foi um ex-aluno nosso, de Cáceres, garoto, saiu daqui na época que não tínhamos ainda especialização. Ele fez isso na USP e defendeu uma tese, que foi aprovada nos Estados Unidos e recebeu um troféu de uma universidade americana.
MidiaNews – Aqui se faz as mais variadas cirurgias.
Gabriel Novis Neves – Você não precisa sair daqui hoje para fazer cirurgia sofisticada, por exemplo uma cirurgia bariátrica, cirurgia cardíaca. Tem gente aqui que faz excelentemente bem. Houve uma época em que o melhor médico de Cuiabá era o aeroporto. Então, as pessoas que estão passando mal e têm o recurso, o aconselhamento que se dava era pegar um avião.
E no Brasil todo houve isso. Acho que a medicina evoluiu muito nesses últimos 50 anos aqui no Brasil e aqui em Mato Grosso e em Cuiabá.
MidiaNews – O senhor tem 90 anos e tem um bom desempenho intelectual e também de saúde. O que o Gabriel, médico, faz para manter isso?
Gabriel Novis Neves – Eu me cuido muito. Eu, por exemplo, vou fazer todos os exames de sangue, faço quase que mensalmente. Imagina, nunca na minha vida médica de mais de 50 anos pedi o exame de imunoglobulina. Eu acho que poucos médicos pedem esse exame.
Fui em São Paulo para fazer um check-up e lá foram pedidos exames de imunoglobulina subclasses. Porque você pode pedir imunoglobulina ou imunoglobulina e subclasse. A minha subclasse estava muito baixa. Então eu frequentemente era cometido de infecção pulmonar, pneumonia. Não tem mais.
MidiaNews – Isso tudo graças a esse exame detalhado?
Gabriel Novis Neves – Graças a esse exame. Sei que vocês têm muitos leitores e muita gente vai falar, poxa, nunca fiz esse exame. E muita gente vai pressionar o médico para fazer. Eu faço.
Não podemos ter um líder, temos que ter líderes, e a universidade está aí para formar líderes
MidiaNews – O senhor, como médico, o que acha que precisa melhorar na Saúde do Estado e principalmente em Cuiabá?
Gabriel Novis Neves – Olha, a medicina precisa melhorar para todos. Porque para alguns, ela está ótima. Por exemplo, eu tenho condições de chegar ao médico, pagar exame. Então, para mim, ela está ótima. Mas, a grande maioria não está. Por quê? A grande maioria ainda depende do Programa Saúde da Família, onde tem um médico, geralmente, recém-formado, generalista. E hoje, ser generalista [médico geral] é complicado. Eu, quando formei, ainda era generalista. E hoje, o conhecimento, é infindável, né? Enquanto não criar o cargo de médico do Estado, a medicina não vai para a frente.
MidiaNews – E o que seria esse médico do Estado?
Gabriel Novis Neves – O médico do Estado é o seguinte: você para ser juiz federal, faz o concurso para juiz federal, não vai poder advogar. Aí, dependendo do resultado do seu exame, se você for bem classificado, vai escolhendo as cidades. Os mais bem classificados ficam mais perto das grandes cidades. Os menos, vão para outras cidadezinhas. Enfim, tem que criar a função do médico.
Você criando a função do médico, vai ter esse médico, não vai ter clínico. Ele vai, vamos supor, para Aripuanã. Aí fica lá dois, três anos, aí faz uma provinha. Se ele acrescentou conhecimento, aí vem para Juara. Aí fica mais algum tempinho. Porque tem que estudar. Se ele fizer o outro teste e demonstrar aproveitamento, vem para cá. Porque os que estão entrando aqui e que tem pouco conhecimento vão lá.
Porque você vê o seguinte, o Brasil forma milhares de médicos por ano. Milhares. Ele é um dos países recordistas em escolas de medicina. Mas falta médico no Brasil. Mas falta médico onde no Brasil? Aonde falta médico? Em São Paulo? Na Rua Augusta? Na Avenida Atlântica? Em Cuiabá? Não. Falta exatamente nesse município pequeno.
MidiaNews – Eu sei que o senhor não gosta de falar de política, mas gostaria de saber como o senhor vê hoje essa formação do aspecto ideológico, com dois grandes grupos, direita e esquerda. O que isso está impactando no dia a dia do País?
Gabriel Novis Neves – Essa história de direita e esquerda é a favor ou contra, é uma besteira tão grande. Por exemplo, eu trabalhei com os militares durante o meu período todo. E vou dizer para você, foi o melhor período da universidade em termos de investimento, em termos de expansão física, da rede física. O campus aqui, praticamente, foi feito em 11 anos, teatro, biblioteca, ginásio, pista de atletismo, restaurante, praça, os centros. Tudo foi feito na época dos militares. Eu nunca puni nenhum aluno pelo 477 [decreto do período da ditadura], nem professor, ninguém, nunca houve nada disso.
Fui o único cassado como reitor. A universidade de uma hora para a outra ficou sem reitor, sem nada.
Mas eu era visto como o homem dos militares. E vou dizer uma coisa para você, depois que eles saíram, é só blá-blá-blá. E as universidades hoje mal pagam os seus professores, e pagam mal. Na época, a inflação era galopante, a inflação era muito alta, o salário do professor era muito pequeno. Para lecionar em Cuiabá, você tinha que captar professores de fora do Estado, porque, senão, não criava a universidade.
MidiaNews – Voltando a essa questão da dicotomia direita e esquerda, como isso pode prejudicar o país, já que não há um debate saudável hoje em dia?
Gabriel Novis Neves – Cada um deve ter a liberdade para escolher seu candidato e votar, isso é o que acho, mas aqui, antes da universidade, era chamado de Estado curral, Mato Grosso era Estado curral, o ministro da Educação militar, o coronel Jarbas Gonçalves Passarinho, disse o seguinte: a Universidade Federal de Mato Grosso veio para dividir esse imenso curral, esse curral não pode ser patrimônio de uma só pessoa, ou de um só grupo, tem que ser de todos, como quem disse o seguinte: não podemos ter um líder, temos que ter líderes, e a universidade está aí para formar líderes.
MidiaNews – E quem eram os donos desse curral que era Mato Grosso, que o ex-ministro Jarbas Passarinho falava?
Gabriel Novis Neves – Ele falava, todo mundo falava, todo mundo falava que o governo de Mato Grosso era um grande curral, e quem comandava era Filinto Müller, Fernando Corrêa da Costa, João Vila das Boas, Lúdio Coelho, Saldanha Derzi, João Ponce de Arruda. Esses aí, eram donos do curral. Tinha que universalizar! Tinha que ser de todos e isso machucou muita gente, muita gente não entendeu, isso custou, inclusive, a minha cassação. Fui o único cassado como reitor. A universidade de uma hora para a outra ficou sem reitor, sem nada.
MidiaNews – E isso foi em que ano da universidade ?
Gabriel Novis Neves – Isso foi em 1978. O Golbery [do Couto e Silva] era chefe da Casa Civil, me chamou em Brasília e falou: Gabriel, apreciamos muito o seu serviço, o seu trabalho, mas você é o único reitor que não implantou o serviço do SNI dentro da universidade, que analisava o currículo para ver a ideologia do camarada para saber se podia contratar. Não quis implantar isso aqui, não implantei.
Você sabe quem definiu muito bem essa questão de direita e esquerda? Foi uma pessoa que admiro muito, chamada doutor Agrícola Paes de Barros, que foi um médico cuiabano e se declarava comunista. Ele tinha um jornal comunista, que escrevia, mandava imprimir e distribuía de graça.
Quando veio a revolução, claro que foram prender de madrugada o doutor Agrícola e foi um constrangimento, porque quem foi prender era afilhado dele. Mas ele era comunista por convicção e os atos dele na medicina, inclusive, eram comunistas. Ele era um benemérito da pobreza de Cuiabá, a pobreza de Cuiabá só tinha um lugar para chegar: o doutor Agrícola Paes de Barros, que eu conheci muito bem.
Gabriel, apreciamos muito o seu serviço, o seu trabalho, mas você é o único reitor que não implantou o serviço do SNI dentro da universidade
MidiaNews – E como o senhor avalia hoje a questão social, econômica e política do Estado de Mato Grosso?
Gabriel Novis Neves – Mato Grosso é um Estado que cresceu muito, progrediu muito, mas ainda deve desenvolvimento, porque uma coisa é crescimento e outra coisa é desenvolvimento.
Por exemplo, o desenvolvimento social, ainda devemos muito. Tem muitas classes que estão marginalizadas. Acho que isso poderia ser corrigido futuramente com governos que tivessem essa visão para o social, que a visão hoje dos nossos governantes é mais empresarial, é com empreendimento, é com fazenda de soja, fazenda de milho, de garimpo, mineração, criação de galinhas, mas socialmente falando, isso beneficia um grupo muito pequeno de pessoas e precisávamos beneficiar mais pessoas.
MidiaNews – E o que fazer neste caso para resolver essa questão de crescimento e desenvolvimento?
Gabriel Novis Neves – Fazer mais escolas, nas escolas conscientização dos alunos, fazer com que a escola não seja apenas para alfabetizar, mas também para fazer com que o aluno sinta as dificuldades do meio em que vive, que nem todo aluno mora nos Florais, tem muitos alunos que moram ainda distantes. Tem muito município pobre aqui em Mato Grosso ainda.
MidiaNews – O que o senhor se lembra lá no Bar do Bugre, do seu pai Olyntho? O que se debatia, quem geralmente frequentava o Bar do Bugre?
Gabriel Novis Neves – O Bar do Bugre, durante muitos anos, foi o grande centro de vivência de Cuiabá. Tinha nove portas de frente para Prefeitura e cinco portas para a Praça da República. Então, era um lugar privilegiado para ver, inclusive, o sermão de Dom Aquino. Cheguei de assistir o sermão de Dom Aquino.
MidiaNews – Do lado da Avenida Getúlio Vargas, ao lado na Igreja Matriz?
Gabriel Novis Neves – Ele fazia os sermões ali, na sacada da Catedral. As campanhas políticas, me lembro dos pracinhas, quando eles se despediram de Cuiabá, a despedida foi lá, várias campanhas políticas encerravam discursos inflamados lá.
MidiaNews – Isso tudo lá no Bar do Bugre do seu pai, em frente onde hoje é a Prefeitura?
Gabriel Novis Neves – Não, na Catedral. No Bar do Bugre você ouvia e via. E aí tem fatos interessantíssimos. teve uma pessoa, um candidato a vice-governador, que não sabia fazer discurso, então ele leu o discurso. Eu nunca vi uma pessoa, candidata ao governo, ler discurso. E tem outras coisas interessantíssimas.
O papai, quando morreu, nós fomos ver o escritório dele, o que tinha de fiado, de gente. Daria para comprar uma casa boa lá nos Florais.
MidiaNews – O senhor tem uma história de vários locais interessantes aqui em Cuiabá. Gostaria que o senhor comentasse um pouco a história do então engenheiro Floriano Peixoto, que fez uma grande contribuição para Cuiabá. O que ele fez ? O nosso segundo presidente do Brasil República.
Gabriel Novis Neves – O Floriano Peixoto era alagoano, cursou a escola militar lá de Porto Alegre, e nessa escola existia um aluno de Uruguaiana, Vasconcelos, que foi colega de turma dele e grande amigo. O Floriano era político, o Vasconcelos era técnico, os dois engenheiros. Então, o Floriano sempre ocupava cargos políticos, e o presidente era o Marechal Deodoro, que morou em Cuiabá, casou em Cuiabá, com uma mulher enganada, sabia disso, né? Ele casou com uma mulher enganada, que não era a namorada dele.
Depois veio o Floriano também, morou aqui. Então, o governador de Mato Grosso na época era o coronel Alencastro, que pediu para o quartel-general um engenheiro capacitado para dar uma imagem, uma fisionomia de capital a Cuiabá, já que parecia um arraial.
Aí, o Floriano chamou o colega de turma, o Vasconcelos, e falou: você vai para Cuiabá e vai construir o mais belo jardim que você já viu na sua vida, não tem problema de recursos. Aí ele pegou a mulher, filha única, carioca, e veio para Cuiabá. Então, chegou com uma menina de 14 anos.
Chegando aqui em Cuiabá, ele importou o coreto, a fonte luminosa, que hoje está lá na Praça Ipiranga. Ele fez o traçado do jardim caprichoso, com ruas, com roseiras, com palmeiras imperiais, com ipês. No dia da inauguração estava tão bonita que o coronel Alencastro falou assim: será a Praça Alencastro. A minha geração chama de jardim, tudo acontecia no jardim.
MidiaNews – E quem que era essa filha do amigo do Vasconcelos, amigo do Floriano Peixoto?
Gabriel Novis Neves – A filha chamava-se Eugênia de Vasconcelos. Ela casou com o Gabriel de Souza Neves, então ficou Eugênia de Vasconcelos Neves. Os filhos delas todos tinham sobrenome Neves. Um chamou Vasconcelos, porque ele tinha ideia de ir para o Clube de Forças Armadas, então falou que o nome deveria influenciar. Acabou sendo agrônomo e ganhou dois apelidos. Mocinho e Seu Zé.
O primeiro e o segundo filho dessa família, da Eugênia, ela teve condições de educar no Rio e tornaram-se desembargadores. Mas de 1947 em diante, meu pai, foi cobrador da farmácia do Pedro Celestino. Época em que vendia-se fiado em Cuiabá. Tudo era fiado. O papai, quando morreu, nós fomos ver o escritório dele, o que tinha de fiado, de gente. Daria para comprar uma casa boa lá nos Florais.
MidiaNews – O senhor só não falou quem era a Eugênia, que veio junto com Vasconcelos, amigo do Floriano Peixoto?
Gabriel Novis Neves – Era minha avó, a Eugênia era minha avó.
Assista a entrevista completa:
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
O foco dos encontros tem sido a alfabetização e valorização dos profissionais da rede municipal de ensino
Fonte: Coordenadoria de Comunicação
Autor: Vilmar Kaizer
Legenda: Participam nos dois dias ,cerca de 900 profissionais, entre professores, gestores e auxiliares educacionais
Na manhã desta sexta-feira, 07, a Secretaria Municipal de Educação de Primavera do Leste deu continuidade ao Seminário Municipal da Formação Continuada – “Semeando Saberes na Educação”, que integra a 6ª Jornada Formativa da Rede Municipal, o 8º Seminário da Formação Continuada e o 4º Seminário do Programa Alfabetiza Mato Grosso.
O evento, iniciado na quinta-feira (06), acontece no salão da Paróquia Caravaggio e, neste segundo dia, reuniu profissionais do Ensino Fundamental, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de formação e compartilhamento de boas práticas do município. A vice-prefeita Iva Viana, representando o prefeito Sérgio Machnic, destacou a importância do trabalho dos educadores e o papel transformador que desempenham na formação das crianças.
“Os professores se motivam ensinando, cuidando das nossas crianças. Metade do dia elas passam com vocês, e eu tenho certeza de que saem da escola felizes. Sabemos que vocês enfrentam desafios, têm famílias e problemas pessoais, mas continuam lutando por uma educação de qualidade”, afirmou.
Iva também reforçou o compromisso da gestão com a ampliação de oportunidades educacionais, mencionando o desejo de implantar o ensino de língua inglesa na rede municipal. “A educação pública precisa oferecer as mesmas oportunidades que uma escola particular. Todos os cidadãos que pagam seus impostos têm direito a uma educação completa, e é isso que nós, junto com a Secretaria, queremos construir”, concluiu.
A secretária municipal de Educação, Luciani Cunha, fez uma avaliação positiva do primeiro dia do evento, que foi voltado à Educação Infantil. Segundo ela, o seminário marca o encerramento das 60 horas de formação continuada realizadas ao longo do ano. “Ontem foi o momento da Educação Infantil, com apresentações de práticas desenvolvidas nas escolas. Hoje é a vez do Ensino Fundamental, em parceria com o programa Alfabetiza MT, que busca garantir a alfabetização na idade certa. Participam nos dois dias ,cerca de 900 profissionais, entre professores, gestores e auxiliares educacionais”, explicou.
Durante a programação desta sexta-feira, também foi realizada a premiação “Top 10 – Professores Alfabetizadores”, que reconheceu os educadores que se destacaram nos resultados do programa Alfabetiza MT em 2024. Luciani Cunha destacou que a entrega simboliza o reconhecimento ao compromisso e à dedicação dos professores, pilares fundamentais para os avanços alcançados na rede municipal.
“Mais do que uma política educacional, o Alfabetiza MT representa um compromisso coletivo com a aprendizagem dos nossos estudantes. Os resultados expressivos que temos obtido são fruto da formação continuada e do trabalho incansável dos professores alfabetizadores, que transformam desafios em oportunidades de aprendizagem”, enfatizou.
Ela também parabenizou toda a equipe pedagógica, ressaltando que a missão da Secretaria é construir uma educação pública de excelência, pautada no amor, no afeto e na valorização do ser educador. “A nossa responsabilidade enquanto professores é muito grande, porque somos nós que conseguimos mudar a vida de uma criança. Educação é mais do que ensinar conteúdos: é transformar vidas com amor e dedicação”, afirmou a secretária.
Representando o Legislativo, a vereadora e professora Rúbia Longhi também prestou homenagem aos educadores, reforçando a importância da valorização profissional. “Parabéns a todos os professores e professoras que seguem firmes no caminho da educação, tecendo diariamente o futuro de nossa cidade”, destacou.
A Polícia Civil cumpriu, nessa segunda-feira (3.11), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 27 anos, investigado por cooptar mulheres em Mato Grosso para serem obrigadas a se prostituírem no Pará.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), no bairro Morada da Serra, em Cuiabá. O suspeito resistiu à prisão e tentou fugir, chegando a entrar em luta corporal com os policiais, mas acabou contido e encaminhado para a DEDM.
Ele estava foragido desde junho deste ano, quando teve a prisão decretada pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo).
Esquema de prostituição
Em junho deste ano, a Polícia Civil prendeu, em Redenção (PA), o proprietário de um prostíbulo de 56 anos, suspeito de chefiar um esquema de aliciamento de mulheres de Mato Grosso. As vítimas eram atraídas com a promessa de emprego como cozinheiras em garimpos no Pará, com salário de R$ 5 mil, mas, ao chegarem ao destino, eram obrigadas a se prostituir em um prostíbulo em Cumaru do Norte (PA).
O caso foi descoberto após vítimas procurarem a Delegacia da Mulher de Cuiabá denunciando o caso. As mulheres relataram ainda que, durante o período que estiveram no local, sofreram agressões físicas e psicológicas, sendo somente liberadas para deixar o prostíbulo após o pagamento de custos exorbitantes.
O investigado preso nessa segunda-feira (3) é apontado como o responsável por convencer as mulheres de Mato Grosso a irem para o Pará, levar as vítimas para o prostíbulo e ficar no local auxiliando nos crimes contra as vítimas.
Estudantes podem se inscrever em cinco categorias disponíveis e concorrer a premiação de até de R$ 20 mil
Estudantes da Rede Estadual de Ensino já podem se inscrever para participar do ‘Festival Educarte: Conectando Talentos’ até o dia 3 de novembro. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário eletrônico no site da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) ou clique AQUI.
De acordo com a Seduc, são cinco categorias disponíveis: música, teatro, dança, artes visuais e fanfarra. Todas as categorias, exceto artes visuais (trabalho em tela), podem ter a participação em grupo.
A secretaria destaca que a inscrição é dividida para cada categoria. Portanto, é preciso que o estudante interessado em se inscrever atente quando for preencher o formulário online.
Todos terão premiação dos três primeiros colocados em valores de R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, exceto a modalidade fanfarra que terá premiação total nos valores de R$ 20 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil para o 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente.
Poderão participar do festival estudantes regularmente matriculados nas unidades escolares da rede estadual que ofertam o Projeto Educarte. O objetivo do Projeto Educarte é a valorização e difusão da criação artística entre estudantes das escolas da rede estadual de ensino.
O festival é dividido em três etapas. A etapa escolar, quando cada escola deverá selecionar ao menos um trabalho por categoria para a etapa regional. A etapa regional será realizada pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs), onde deverá ter uma Comissão de Avaliação para a seleção dos trabalhos recebidos por modalidade. E, por fim, na Etapa Estadual, todos os selecionados deverão participar presencialmente em Cuiabá.
De acordo com o coordenador de Educação Integrada e Inovação, Gustavo Macedo, é importante destacar que será considerado para a categoria música, as criações livres, originais, adaptações criativas ou reproduções de outras composições.
La Niña intensifica instabilidades, aumenta temporais no Centro-Sul e mantém calor extremo e ar seco no Nordeste; veja como ficam as temperaturas no mês
O mês de novembro chega trazendo mudanças significativas no clima brasileiro. A atuação do fenômeno La Niña e a formação de corredores de umidade devem provocar chuvas acima da média em boa parte do país, além de episódios de frio atípico para a época do ano. Enquanto Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte devem enfrentar dias seguidos de instabilidade, o Nordeste continua sob forte influência de calor intenso e baixa umidade.
A persistência da La Niña no Pacífico favorece a passagem de frentes frias e o transporte de umidade da Amazônia para o Centro-Sul, cenário que mantém o tempo mais úmido, nublado e chuvoso. De acordo com meteorologistas, a combinação entre calor, ar úmido e rajadas de ar frio tende a intensificar a ocorrência de temporais, resfriamentos pontuais e volumes elevados de chuva ao longo do mês.
?️ Sul: variação brusca de temperatura e risco de temporais
A Região Sul deve viver um novembro irregular. Paraná e Santa Catarina devem registrar chuva acima da média, com risco de temporais e ventos fortes. No Rio Grande do Sul, os volumes serão mais baixos, mas a passagem de frentes frias pode provocar episódios de frio fora de época, especialmente no norte gaúcho e nas áreas serranas.
☁️ Sudeste: mês chuvoso e temperaturas mais amenas
O Sudeste terá um mês marcado por céu encoberto, chuva constante e temperaturas abaixo da média. A presença de ar polar e frentes frias manterá a sensação de abafamento e instabilidade, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que devem registrar os maiores acumulados. Rio de Janeiro e Espírito Santo devem alternar entre períodos de chuva, nublados e sensação de calor.
?️ Centro-Oeste: instabilidade quase diária
Para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, novembro deve ser úmido e abafado, com pancadas de chuva frequentes e atuação persistente de áreas de baixa pressão. A forte nebulosidade deve dificultar a elevação da temperatura e favorecer dias nublados, quentes e instáveis.
? Nordeste: sol forte, ar seco e calor intenso
O Nordeste permanece em seu padrão típico da primavera: sol predominante, calor acima da média e pouca chuva. Estados como Maranhão, Piauí e Bahia podem registrar pancadas isoladas, mas a maior parte da região enfrenta temperaturas acima de 35 ºC, chegando a 40 ºC em Teresina. A baixa umidade do ar segue como alerta.
?️ Norte: chuvas frequentes e calor habitual
A Região Norte terá um mês com chuvas regulares e calor dentro da normalidade, com destaque para Amazonas, Pará, Acre e Tocantins. Em Belém e no nordeste do Pará, a chuva será menos frequente, mantendo a sensação térmica elevada.
⛈️ Primeiro fim de semana de novembro deve ter temporais
Entre esta sexta (31), sábado (1º) e domingo (2), a combinação entre calor e alta umidade deve gerar temporais no Centro-Sul, com alertas para ventos fortes e descargas elétricas. Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul estão entre as áreas com maior risco.
No Nordeste, o sol e o calor seguem predominando, exceto no sul do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia. Já o Norte mantém a tendência de chuva irregular e calor típico da região.