Deputado afirma que o governador está mal informado, cobra “boa vontade” e aposta que, a partir de março, com Otaviano Pivetta no comando, a obra que encurta em 30 km o trajeto entre Cuiabá e Chapada será finalmente iniciada.

O debate sobre a MT-030 — rodovia que reduziria em cerca de 30 quilômetros a ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães — ganhou um novo capítulo após a reação do deputado estadual Nininho (Republicanos) às declarações do governador Mauro Mendes (União). Mendes havia classificado a obra como “inviável” e atribuído possíveis avanços à necessidade de licenças do Ibama.
Nininho não deixou sem resposta. Com tom firme, rebateu a posição do chefe do Executivo estadual e disse que a rodovia não apenas é viável, como já possui estudos técnicos concluídos que comprovam sua exequibilidade.
“A 030 é totalmente viável. O Estado vive um momento financeiro excelente e pode fazer a obra”, afirmou o parlamentar, destacando que engenheiros contratados já produziram levantamentos completos, os quais pretende apresentar pessoalmente ao governador — acompanhado de uma equipe técnica — para mostrar que “nada é inviável”.
Ele também criticou erros históricos que, segundo ele, alimentam gargalos como o do Portão do Inferno.
“Até hoje aquilo está lá por teimosia. Faltou decisão”, disparou.
Aposta em Pivetta e cobrança de disposição política
Apesar de discordar frontalmente do governador, Nininho adotou um tom de resignação estratégica. Disse não estar preocupado com o impasse atual e que pretende retomar o debate “a partir de março”, quando o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumirá o comando do Estado durante a janela eleitoral.
“Vamos realizar esse sonho de toda a população”, antecipou o parlamentar, indicando confiança de que Pivetta destravará o projeto.
Sem citar Mendes diretamente, Nininho sugeriu que o problema não está na viabilidade, mas na disposição política:
“Não tem nada de inviável. Talvez falte boa vontade”, alfinetou.
Impacto estratégico e condicionantes
O deputado reforçou que a obra é crucial não apenas para Chapada, mas para toda a Baixada Cuiabana — região que reúne mais de 1,5 milhão de habitantes — e que a nova rota ajudaria a salvar vidas, reduzindo riscos em trechos críticos da MT-251.
Outro ponto levantado por Nininho é que a própria duplicação da MT-251 depende da execução da MT-030, por condicionante estabelecido no licenciamento.
“Se a 251 só pode ser duplicada com a 030, como pode ser inviável?”, questionou.
Pressão crescente
Segundo o parlamentar, a demanda cresce diariamente.
“Todos me procuram por essa obra”, comentou, dizendo estar preparado para provar tecnicamente a necessidade e a possibilidade de execução.
Enquanto o governo insiste na tese da inviabilidade, Nininho mira 2026 como o ano da virada. Para ele, com Pivetta no comando, a MT-030 finalmente deixará o campo das promessas e entrará na lista das grandes obras estruturantes do Estado.

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