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  • Dr. João quer usar educação em escolas de MT como arma para combater violência contra a mulher

    Dr. João quer usar educação em escolas de MT como arma para combater violência contra a mulher

    Estado é líder em número de casos de feminicídio e ideia propõe que escolas ensinem prevenção à violência contra a mulher.

    O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. João (MDB), apresentou, na sessão plenária da semana passada (18), um substitutivo integral ao Projeto de Lei nº 170/2026, com o objetivo de aprimorar e ampliar a proposta original que trata da inclusão de ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no sistema estadual de ensino de Mato Grosso.

    O texto original, encaminhado pelo Poder Executivo, já previa a obrigatoriedade da abordagem pedagógica sobre o tema nas escolas da rede estadual. No entanto, o substitutivo apresentado pelo parlamentar reorganiza a proposta, amplia seu alcance e adequa o conteúdo às legislações federais mais recentes.

    De acordo com o novo texto, a prevenção à violência contra a mulher passa a ser tratada de forma transversal, contínua e interdisciplinar nos currículos e práticas escolares, respeitando as diferentes etapas da educação básica.

    Dr. João destacou que o objetivo do substitutivo é tornar a política mais efetiva dentro das escolas. “Nós aperfeiçoamos o projeto para garantir que ele não fique apenas no papel. A ideia é levar o tema para dentro da sala de aula de forma estruturada, contínua e com resultados práticos na formação dos nossos jovens”, afirmou.

    O substitutivo também detalha uma série de ações que deverão ser desenvolvidas pelas unidades escolares, como rodas de conversa, campanhas educativas, estudo da legislação, incluindo a Lei Maria da Penha, e estratégias de sensibilização voltadas à igualdade de gênero e ao respeito às mulheres.

    Outro ponto importante da proposta é a criação da Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, a ser realizada anualmente no mês de março, além da instituição da Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História, com foco na valorização das contribuições femininas em diversas áreas da sociedade.

    Segundo o deputado, a inclusão dessas iniciativas fortalece a formação cidadã dos estudantes. “Quando a gente trabalha o respeito, a igualdade e a valorização da mulher desde cedo, estamos formando uma geração mais consciente e preparada para construir uma sociedade mais justa”, disse.

    O texto também estabelece responsabilidades para a Secretaria de Estado de Educação, como a elaboração de diretrizes pedagógicas, produção de materiais didáticos, formação continuada de professores e monitoramento das ações implementadas.

    Na justificativa do substitutivo, Dr. João argumenta que as alterações garantem maior coerência normativa e alinhamento com a legislação nacional, além de ampliar o alcance pedagógico da proposta sem gerar novos custos obrigatórios ao Estado.

    Mato Grosso registrou 3.750 medidas protetivas em 2026, até o fim da última semana. Em 2025, foram 18.223 pedidos, dos quais 2.418 foram descumpridos.

    De acordo com o Observatório Caliandra, até o dia 17 de março deste ano, foram registrados mais de 8 mil casos de violência doméstica. Cerca de 2.987 casos foram de ameaça.

    A tramitação do projeto avançou na Assembleia Legislativa, com parecer favorável tanto ao texto original quanto ao substitutivo apresentado pelo parlamentar na Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto.

    Para Dr. João, o aprimoramento da proposta representa um avanço na construção de políticas públicas voltadas à prevenção da violência. “A escola é um dos principais espaços de transformação social. É ali que podemos construir uma cultura de paz, respeito e igualdade”, concluiu.

  • Várzea Grande recebe Selo Ouro de Alfabetização pelo 2º ano consecutivo

    Várzea Grande recebe Selo Ouro de Alfabetização pelo 2º ano consecutivo

    “Selo Ouro reflete o esforço contínuo de gestores, professores, equipes pedagógicas, e toda a comunidade escolar na construção de uma educação pública mais eficiente, inclusiva e transformadora”

    A educação de Várzea Grande segue avançando. O município foi certificado, pela segunda vez consecutiva, com o Selo Ouro no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A educadora e secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, participou na manhã desta segunda-feira (23), em Brasília, da solenidade de entrega do prêmio.

    “O recebimento do Selo de Alfabetização representa um marco significativo para Várzea Grande evidenciando o compromisso sólido da rede pública municipal de ensino com a garantia do direito à aprendizagem na idade adequada. Mais do que um reconhecimento simbólico, o Selo Ouro reflete o esforço contínuo de gestores, professores, equipes pedagógicas, e toda a comunidade escolar na construção de uma educação pública mais eficiente, inclusiva e transformadora” destacou Maria Fernanda Figueiredo.

    A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirma que a conquista do Selo Ouro é resultado de ações estruturadas e planejadas ao longo dos últimos anos, entre elas destacam-se o fortalecimento de políticas de alfabetização, a formação continuada dos professores e o acompanhamento sistemático do desempenho dos estudantes nas avaliações de práticas pedagógicas inovadoras. “Além disso, o trabalho colaborativo entre as escolas, gestores e famílias é fundamental para o sucesso alcançado”.

    A secretária de Educação agradeceu o privilégio de representar o Município nesta celebração. “Agradeço a Deus a oportunidade de estar agora como secretária de Educação e à prefeita Flávia Moretti, que tem como bandeira a educação, por ter me confiado essa missão. E oferecer também o prêmio aos professores alfabetizadores que transformam a vida de nossas crianças”.

    COMPROMISSO– A secretária de Educação reforçou que é importante o compromisso da rede pública municipal de ensino com o monitoramento constante dos indicadores educacionais. A análise de dados e resultados permite intervenções mais assertivas, garantindo que nenhum estudante seja deixado para trás. Esse olhar atento para a aprendizagem individual contribui diretamente para os avanços nos níveis de leitura e escrita dos alunos.

    AVANÇOS – Os avanços conquistados também refletem investimentos em materiais didáticos, tecnologias educacionais e melhoria da estrutura escolar. Tais iniciativas proporcionam melhores condições de ensino e aprendizagem, tornando o processo educativo mais dinâmico e eficaz.  

    A secretária Maria Fernanda Figueiredo disse que receber o Selo Ouro de Alfabetização não é apenas o momento de celebrar uma conquista, mas de reafirmar um compromisso contínuo com a qualidade da Educação. “O nosso maior desafio é manter e ampliar os resultados já obtidos, garantindo que cada vez mais estudantes tenham acesso a uma alfabetização plena e significativa. O Município segue, assim como referência e inspiração, demonstrando que com planejamento, dedicação e compromisso coletivo, é possível transformar a realidade educacional e construir um futuro com mais oportunidade para todos”, completou.

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  • Deputado diz que Ouvidoria amplia contato do cidadão com Parlamento; veja a entrevista

    Deputado diz que Ouvidoria amplia contato do cidadão com Parlamento; veja a entrevista

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    As denúncias do cidadão à Ouvidoria da Câmara dos Deputados passaram de 255 em 2024 para 752 em 2025, um aumento de quase 200%. Em entrevista à Rádio Câmara nesta segunda-feira (16), o Ouvidor-Geral, deputado Gilson Daniel (Pode-ES), disse que o aumento ocorreu não por mais problemas, mas pela maior confiança da população na Câmara dos Deputados.

    “Nós iniciamos um trabalho de divulgação dos trabalhos da Ouvidoria. Não é que os problemas aumentaram, é que agora a Casa está mais aberta a receber do cidadão todas as suas demandas”, explicou o ouvidor.

    “Desde que assumi aqui na Câmara dos Deputados a Ouvidoria, eu disse que a Ouvidoria precisava sair dos muros do Parlamento e realmente entrar na sociedade, para que a sociedade pudesse utilizar esse canal de escuta, esse canal de democracia, para fazer suas denúncias.”

    A Ouvidoria
    Segundo a Ouvidoria da Câmara, 98% das demandas do cidadão entre 2024 e 2025 foram atendidas dentro do prazo legal, com tempo médio de resposta de 4,46 dias.

    O órgão recebe denúncias, reclamações, sugestões e elogios. “A Câmara dos Deputados precisa exercer o seu papel de fiscalização. Nós somos deputados, nós temos que fiscalizar. E a Ouvidoria é esse canal para que as pessoas possam fazer suas denúncias”, afirmou Daniel.

    O deputado informou que a Ouvidoria fez uma parceria com as comissões da Câmara, para que elas possam receber essas denúncias ou demandas do cidadão, dentro do papel delas de fiscalização.

    Como denunciar
    As denúncias à Ouvidoria da Câmara podem ser feitas de forma anônima ou identificada. Também é possível encaminhar elogios, reclamações ou sugestões de melhoria administrativa.

    O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria pelos seguintes canais:

    • mensagem para o Fale Conosco;
    • ligação telefônica para o 0800-0-619-619;
    • Whatsapp no número (61) 3216-0000; e
    • presencialmente no anexo 2 da Câmara dos Deputados, ala C, térreo, sala T40, com horário de atendimento das 9 às 19 horas, de segunda a quinta-feira, e das 9 às 18 horas, às sextas-feiras.

    Da Rádio Câmara
    Edição – Natalia Doederlein

    Fonte: https://exclusivonews.com.br/politica-nacional/deputado-diz-que-ouvidoria-amplia-contato-do-cidadao-com-parlamento-veja-a-entrevista/

  • Dia Internacional das Florestas

    Dia Internacional das Florestas

    ‘Tudo está estreitamente interligado no mundo’, em nossa Casa Comum, o Planeta Terra.

    Por Juacy da Silva*

    Ao publicar a Encíclica Laudato Si, em Maio de 2015, o Papa Francisco, um verdadeiro apóstolo da Ecologia Integral, enfatizava que “Tudo está estreitamente interligado no mundo”, em nossa Casa Comum, o Planeta Terra.

    Neste final de semana celebramos dois momentos significativos que é o DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS, criado por Resolução da Assembleia Geral da ONU em 28 de Novembro de 2013, e celebrado anualmente, desde então em 21 de Março, com o objetivo despertar a consciência das pessoas e podermos refletir sobre a importância das florestas no equilíbrio socioambiental, principalmente em relação ao clima e, também, a estreita relação que existe entre as florestas e a questão da água, duas dimensões fundamentais para o bem estar e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

    Sem florestas os rios secam, as nascentes morrem, as pessoas e animais não sobrevivem e, o pior, o  regime de chuvas é alterado, provocando secas intensas em alguns lugares e chuvas torrenciais em outros, ou seja, o equilíbrio ambiental cede lugar aos desastres “naturais”,  com impactos devastadores como temos observado com maior frequência década após década, ano após ano no Brasil e em tantos outros países.

    As árvores e as florestas desempenham um grande papel também como mecanismo de sequestro dos gases de efeito estufa que sao produzidos por diversos fatores, como a queima de combustíveis fósseis, estocando no solo e subsolo esses gases.

    Com a destruição das florestas seja pelo desmatamento ou por queimadas, inclusive as de natureza criminosa, além de perderem esta capacidade/função de sequestrar os gases de efeitos estufa, também bilhões de toneladas desses gases que foram sequestrados e “armazenados” em baixo das florestas são liberados, contribuindo mais ainda para o aquecimento global e as temíveis mudanças climáticas.

    Por isso é que o Brasil, apesar de ter uma matriz energética considerada razoavelmente limpa, pelo uso de fonte hídrica,  devido à destruição de suas florestas, principalmente dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga e mais ainda a Amazônia, ocupa um lugar de destaque nas emissões de gases de efeito estufa.

    No Brasil, ao longo dos últimos 40 anos, entre 1985 e 2025,, foram desmatados/destruídos mais de 120 milhões de hectares de florestas nativas, demorou e ainda esta demorando muito para que nossos governantes, nossos empresários, principalmente do setor agropecuário percebessem que o desmatamento, as queimadas e a degradação dos solos, erosão têm um impacto profundo não apenas na economia mas também no equilíbrio ambiental e na saúde humana.

    De acordo com matéria divulgada pela Agência Brasil, utilizando dados de diversas fontes, inclusive do MapBiomas, em 05 de Julho de 2024, a estimativa em relação ao tamanho das áreas degradadas em nosso pais até aquele ano variava entre 60 milhões de hectares e 135 milhões de hectares, ou  seja, uma média de aproximadamente 100 milhões de hectares de áreas outrora ocupadas por florestas e que atualmente não tem mais fertilidade e causam impactos extremamente negativos tanto ao meio ambiente quanto à economia nacional.

    Outras fontes destacam que o tamanho das áreas de florestas que hoje são terras degradadas podem ser superior a 140 milhões de hectares, área maior do que a ocupada tanto por agricultura quanto por pastagens.

    O desmatamento, queimadas, áreas degradas causam um grande impacto não apenas no Brasil, mas na quase totalidade dos países, principalmente aqueles que tem florestas tropicais, como a Amazônia, as florestas do Congo e também de diversos países asiáticos.

    Nas décadas de 1980 até o  ano 2000, a média anual de destruição das florestas ao redor do mundo era de 17,6 milhões de hectares, ou seja, em 20 anos o mundo “perdeu” em torno de 352 milhões de florestas nativas.

    Mesmo que este processo de destruição tenha sido “reduzido bastante”, o destruição anual das florestas mundiais  entre 2000 e 2015 foi de 11 milhões de hectares, “caindo” para 10,9 milhões de hectares entre 2025 e 2025.  Isto significa que nos últimos 25 anos  mais de 273 milhões de hectares foram desmatados mundo afora.

    O impacto deste processo de destruição de florestas tem afetado todos os países, tanto no aspecto da degradação dos solos, na destruição das nascentes, na evapotranspiração das florestas que alimentam os chamados “rios voadores” e no regime de chuvas como já mencionamos, ou seja, sem florestas as fontes de água doce e inclusive as águas subterrêneas como os aquíferos são afetados drasticamente contribuindo para a crise hídrica já presente em mais de uma centena de países, inclusive no Brasil que tanto se ufana de ter a “maior reserva” de água doce do planeta, mas que pouco tem feito para reduzir os impactos da crise hídrica nas regiões mais populosas do país, como as regiões metropolitanas de São Paulo e outras mais, que já enfrentam sérios problemas de abastecimento urbano.

    De forma semelhante a questão da água ou das águas, tem sido objeto de reflexão, debate e preocupação desde a realização da 1ª Conferência Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada  em Estocolmo em 1972.

    Todavia, só na Conferência do Meio Ambiente e Desenvolvimento  realizada no Rio de Janeiro em 1992, a chamada ECO 92, quando foi aprovada a Carta da Terra é que, por Resolução da ONU foi criado o Dia Mundial da Água, a ser celebrado anualmente em 22 de Março. A primeira celebração ocorreu em 1993 e, desde então a cada ano um tema é escolhido para orientar essas celebrações.

    Em 2025 o tema foi “Preservação das geleiras” e neste ano de 2026 o Tema é “Água e Gênero”, com destaque para a luta por Justiça climática e justiça de gênero, tendo em vista o papel da mulher em relação `a questão da água, por ser a mulher quem mais de perto assume os cuidados com a moradia.

    Tendo  em vista tanto o desmatamento quando ‘as queimadas e’ a degradação dos solos que afetam profundamente a questão da água, ainda temos mais outro fator que também afeta tanto os sistemas de abastecimento quanto a qualidade da água que é o acelerado processo de urbanização, que aumenta o volume de resíduos sólidos/lixo e a falta/precariedade do sistema de esgotamento sanitário, contribuindo para a degradação e qualidade da água a ser utilizada no abastecimento urbano.

    Quando refletimos sobre a questão da água não podemos deixar de mencionar também o impacto causado pelos agrotóxicos, pelo mercúrio e pelos rejeitos de garimpos ilegais e mineração em todos os biomas, principalmente no Pantanal, no  Cerrado e na Amazônia, afetando a qualidade de todas as fontes de água.

    Apesar do crescimento também acelerado da economia mundial (PIB) ao longo dos últimos 50 anos, no mundo atualmente mais de 2,1 bilhões de pessoas (25% da população mundial) não tinham acesso a água potável e mais de 3,4 bilhões de pessoas não  tinham acesso a saneamento básico (Fonte Agência France Presse, 26 Agosto 2025).

    Em alguns países da África, da América Latina e na Ásia mais de 50% da população desses países não tem acesso à água potável e mais de 90% não tem acesso ao saneamento básico, afetando profundamente a qualidade de vida dessas populações.

    Mesmo o Brasil, que não é um país pobre, estando entre as 8, 10 ou 12 maiores economias do mundo, mas cujos governantes tem considerado moradia, água, saneamento básico e meio ambiente (florestas, por exemplo)  apenas como mercadorias, sujeitos apenas as leis do mercado e não como direitos humanos fundamentais à dignidade das pessoas, também ostenta índices vergonhosos nesses aspectos.

    Conforme matéria amplamente divulgada nesta semana (18 março de 2026), quase 90 milhões de brasileiros não possuem acesso a redes de coleta de esgoto. Isso representa mais de 40% da população. O dado faz parte do Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil.

    Cabe ressaltar que percentualmente esses índices são muito mais precários nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para as cidades maiores, o que nos permite deduzir que a situação nas demais cidades (menores) e na área rural o Brasil ostente índices e indicadores semelhantes a diversos países extremamente pobres da América Latina, Ásia e África.

    Em relação à água tratada, potável e de qualidade a situação no Brasil ainda deixa muito a desejar, tendo em vista que mais 32 milhões de pessoas continuam sem acesso à água tratada no meio urbano e dificilmente este “déficit” será solucionado a curto e médio prazo, tendo em vista, tanto o crescimento das cidades quanto o uso da água para atividades econômicas rurais e urbanas pelos respectivos setores econômicos/produtivos que demandam muito mais água do que o abastecimento para fins de consumo humano/familiar.

    A falta de acesso a água potável, tratada tem causado a morte 1,4 milhão de pessoas todos os anos, ao redor do mundo, ou seja, desde a criação do Dia Mundial da Água em 1992, em torno de 35 milhões de pessoas já morreram de diarreia, cólera, febre tifoide e outras doenças relacionadas com a questão da água, tragédia muito maior e muito pior do que a recente pandemia de CONVID 19, que tanto sofrimento e vidas ceifou.

    De forma semelhante também o impacto da falta de saneamento na vida e na saúde das pessoas tem contribuído para milhões de mortes desnecessárias e “evitáveis” no Brasil e no mundo.

    Em 2024, no Brasil, por exemplo mais de 340 mil pessoas foram hospitalizadas em decorrência de problemas relacionados `a falta de saneamento, a falta de água tratada  causando um impacto significativo na saúde pública e também para o orçamento das famílias.

    Tanto em relação ao desmatamento quanto ‘as queimadas, a destruição das nascentes’, a erosão, considerando o ritmo atual da implementação de políticas públicas nesta área o Brasil ainda vai precisar de várias décadas para ostentar índices compatíveis com os cuidados necessários, fruto inclusive de acordos internacionais firmados pelo nosso país, como no Acordo de Parias.

    Em relação às questões da água e do saneamento básico a situação também não é nada animadora, alguns estudos indicam que se apenas os atuais níveis de investimento nessas áreas foram mantidos como atualmente acontece, ainda levaremos pelo menos mais 3 ou 4 décadas para universalizar o acesso `a água tratada e ao saneamento básico. Até lá centenas de milhares de pessoas, principalmente crianças e idosos  vão morrer de causas plenamente evitáveis, ou seja, mortes prematuras que poderiam ser eliminadas em nosso país e também ao redor do mundo.

    Concluindo, quem mais sofre com o desmatamento, com as queimadas, com a degradação socioambiental, com a falta de acesso ao saneamento básico e à água potável/tratada e com os “desastres” ecológicos são os pobres, excluídos, oprimidos e injustiçados, com sempre enfatizou o Papa Francisco e também tem enfatizado o Papa Leão XIV, quando afirmam que “o clamor/grito da terra é também o clamor dos pobres e excluídos”.

    ***

    *Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, mestre em sociologia, ambientalista, ativista social, articulador da Pastoral da Ecologia Integral Região Centro Oeste.  Email profjuacy@yahoo.com.br Instagram @profjuacy Whatsapp 65 9 9272 0052

    Fonte: http://parlamentonews.com.br/mais/meio-ambiente/1-noticias/meio-ambiente/4513-dia-internacional-das-florestas

  • VIRANDO A MESA

    VIRANDO A MESA

    Há algumas semanas, o senador Jayme Campos e seu irmão Júlio Campos, deputado estadual e fundadores do União Brasil — partido oriundo da antiga Arena, PDS, Democratas e agora União Brasil — vêm incomodando o cenário político em Mato Grosso. Jayme, atualmente senador cujo mandato termina no final deste ano, lançou legitimamente sua candidatura ao Governo de MT.

    Essa atitude tem causado desconforto ao governador do estado, Mauro Mendes, que, praticando infidelidade partidária, posicionou-se em favor da candidatura de seu atual vice, Otaviano Pivetta.

    Entenda o quadro: Mauro Mendes, por conveniência, é o atual presidente da sigla partidária. Já Jayme e Júlio são fundadores do partido e, juntamente com outros correligionários, organizaram diversos diretórios, conquistaram várias prefeituras e vice-prefeituras, além de elegerem vereadores na capital e no interior. Nessa “sinuca de bico”, Mauro resolveu se manifestar dizendo que Jayme, se quiser ser candidato, precisa passar pela convenção do partido e disputar voto a voto. Mas a pergunta é: disputar com quem, se o partido não tem outro candidato além de Jayme? Outra questão: teria Mauro se transformado em “democrata” de repente? Pois essa não foi sua postura ao definir o candidato a prefeito do partido para as eleições municipais  de 2024, Especialmente em Cuiabá.

    Na minha humilde opinião, mesmo sendo presidente do partido em MT, Mauro não conseguirá impedir a candidatura de Jayme. Apesar de ocupar a presidência da sigla, não tem musculatura política suficiente para tanto. Já Jayme e Júlio têm força para manter a candidatura.

    Na verdade, Jayme já virou a mesa e mexeu no tabuleiro do jogo político do estado, especialmente na jogada do  governador.

    Gilson Alves

    @empocaspalavrass

    www.variadosnoticias.com.br

  • SEDEC leva MT Ciências Itinerante à Farm Show e iniciativa atrai mais de 1.500 visitantes em quatro dias

    SEDEC leva MT Ciências Itinerante à Farm Show e iniciativa atrai mais de 1.500 visitantes em quatro dias

    Durante quatro dias, o espaço funcionou em anexo ao estande da Prefeitura, recebendo visitantes de diferentes idades

    Legenda: Na manhã desta sexta-feira (13), último dia da Farm Show, a equipe também recebeu a visita das integrantes do projeto Agroligadas

    A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) de Primavera do Leste foi responsável por viabilizar a participação do projeto MT Ciências Itinerante durante a programação da Farm Show. A iniciativa foi articulada pelo secretário Fábio Parente, em diálogo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI), Allan Kardec.

    Durante quatro dias, o espaço funcionou em anexo ao estande da Prefeitura, recebendo visitantes de diferentes idades interessados em conhecer experiências científicas e tecnológicas apresentadas pela equipe do programa. De acordo com a coordenadora do MT Ciências Itinerante,Carolina Silvana Ribeiro de Moraes, a participação do público superou as expectativas da organização.

    Ao longo do evento, mais de 1.500 pessoas passaram pelo estande para conhecer os experimentos e atividades interativas, entre crianças, adolescentes, adultos e integrantes da terceira idade. “Foi muito positivo. Em outros eventos do mesmo porte, normalmente a participação é menor. Aqui em Primavera do Leste tivemos uma presença muito expressiva de público, superando a média que encontramos em outras cidades”, destacou.

    Carolina também fez questão de agradecer o suporte oferecido pela equipe da SEDEC durante toda a realização da feira. “Fomos muito bem acolhidos pela equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Tivemos todo o suporte necessário para realizar as atividades, o que contribuiu diretamente para o sucesso do projeto durante a Farm Show”, afirmou.

    A coordenadora da SEDEC, Taís Costa, ressaltou que o resultado alcançado é fruto de um trabalho de articulação e organização conduzido pelo secretário Fábio Parente e por toda a equipe da secretaria. “Foi um trabalho muito bem coordenado pelo secretário Fábio Parente e por toda a equipe da SEDEC. Conseguimos trazer o MT Ciências Itinerante para dentro da Farm Show e proporcionar à população uma experiência de contato direto com a ciência e a tecnologia”, pontuou.

    Ela também destacou que a receptividade oferecida pela equipe da secretaria foi reconhecida pelos próprios participantes do projeto. Segundo Taís, a equipe do MT Ciências Itinerante demonstrou gratidão pela estrutura e pelo acolhimento recebidos durante o evento. “Eles comentaram que em muitos lugares participam de eventos e nem sempre recebem esse tipo de suporte. Aqui procuramos dar toda a assistência possível, desde a organização do espaço até o apoio durante os dias de atividades”, relatou.

    AGROLIGADAS

    Na manhã desta sexta-feira (13), último dia da Farm Show, a equipe também recebeu a visita das integrantes do projeto e também representantes do grupo Agroligadas estiveram no estande da Prefeitura para agradecer a parceria e parabenizar a equipe da SEDEC pela iniciativa. 

    A expressiva participação do público reforça o interesse da comunidade por iniciativas que aproximam ciência, inovação e conhecimento do cotidiano da população, consolidando a Farm Show também como um espaço de aprendizado e troca de experiências para pessoas de todas as idades.

    Fonte: https://www.primaveradoleste.mt.gov.br/Imprensa/Noticias/Sedec-leva-mt-ciencias-itinerante-a-farm-show-e-iniciativa-atrai-mais-de-1500-visitantes-em-quatro-dias-11265/

  • RECONHECIMENTO NACIONAL

    RECONHECIMENTO NACIONAL

    Atuação de Dr. João contra hanseníase é reconhecida por ministro da Saúde durante evento internacional no Rio de Janeiro

    Deputado mato-grossense representa todas as assembleias legislativas do país em conferência nacional sobre enfrentamento da doença.

    A atuação do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. João (MDB), no combate à hanseníase foi reconhecida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a abertura da Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase 2026, realizada nesta quinta-feira (12), no Rio de Janeiro (RJ).

    Dr. João representa todas as assembleias legislativas do país no evento, que reúne autoridades nacionais e internacionais para discutir estratégias de enfrentamento à doença. A ALMT foi escolhida para representar os legislativos estaduais brasileiros justamente pelo destaque das ações desenvolvidas no estado.

    Durante a abertura, o ministro da Saúde ressaltou o papel do parlamentar mato-grossense na mobilização política em torno do tema.

    “Estou com o Dr. João, que é deputado estadual em Mato Grosso, que criou esta frente parlamentar e faz parte de dar essa visibilidade para a doença. É um problema grave ainda no Brasil que precisa ser enfrentado. Essas políticas também ajudam a gente a enfrentar o preconceito que existe”, afirmou Padilha.

    A cerimônia também contou com a participação do deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), que representou o Congresso Nacional na mesa de abertura e destacou a importância da união entre os poderes para enfrentar os desafios da saúde pública no país.

    “Somente com união iremos enfrentar os problemas de saúde do Brasil. Temos que deixar as questões políticas de lado e enfrentar este problema juntos. Parabéns pelo trabalho e conte com nossa ajuda em Brasília também”, declarou.

    Dr. João destacou que a conferência representa um momento importante para transformar debates em ações concretas.

    “É muito importante esta mobilização. Esta conferência vai ter um marco de tirar as coisas do papel e colocar em prática. O papel do Parlamento é muito importante para abrir os olhos das pessoas e elas acordarem para este tema tão relevante”, afirmou.

    O deputado também ressaltou a importância de representar Mato Grosso e os legislativos estaduais no evento.

    “Estou muito feliz de estar aqui hoje representando a nossa Assembleia Legislativa e todas as assembleias do Brasil. É uma honra. Sou o único deputado de todas as assembleias do país participando desse debate, o que é motivo de orgulho para mim como médico, como político e como primeiro-secretário da nossa Casa de Leis”, disse.

    Na sexta-feira (13), Dr. João participará da sessão “Compromisso parlamentar no enfrentamento da hanseníase”, onde apresentará iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso para ampliar o combate à doença.

    Entre as principais ações está a criação da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase na ALMT, que acompanha a execução de políticas públicas, reforça a fiscalização das ações governamentais e busca ampliar a rede de diagnóstico e tratamento.

    As articulações conduzidas pelo parlamentar também resultaram na previsão de R$ 2 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 para dar início a um plano estadual de enfrentamento à doença. Os recursos serão destinados a campanhas de conscientização, estruturação de equipes de busca ativa e reforço nos atendimentos especializados.

    Outra iniciativa é o Projeto de Lei Complementar nº 56/2025, que propõe alterações na Lei Complementar nº 746/2022 para corrigir distorções no cálculo do Índice Municipal de Qualidade da Saúde (IMQS), indicador que influencia o repasse do ICMS aos municípios. A proposta busca estimular ações de enfrentamento às doenças endêmicas, especialmente a hanseníase.

    Promovida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro e a Fundação Sasakawa (Nippon Foundation), do Japão, a Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase reúne representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de parlamentares, gestores públicos, pesquisadores e movimentos sociais.

    A programação inclui debates sobre compromissos globais, diagnóstico precoce, acesso aos serviços de saúde, combate ao estigma, inclusão social, novas tecnologias e formação de profissionais, com o objetivo de definir diretrizes para mudar o cenário da hanseníase no Brasil.

    Hanseníase

    A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar manchas, dormência e fraqueza muscular. Apesar do estigma histórico, a doença tem cura, especialmente quando diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento, geralmente por secreções nasais.

    O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da poliquimioterapia, disponível nas unidades de saúde de todo o país. Com o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. O Ministério da Saúde mantém ações de vigilância, diagnóstico precoce e busca ativa de contatos, além de iniciativas para reduzir o estigma e ampliar o acesso ao cuidado, com o objetivo de interromper a transmissão e avançar na eliminação da hanseníase como problema de saúde pública no Brasil.

  • Palestra sobre reciclagem reúne estudantes do IFMT no estande da Prefeitura durante a Farm Show

    Palestra sobre reciclagem reúne estudantes do IFMT no estande da Prefeitura durante a Farm Show

    Atividade abordou coleta seletiva e conscientização ambiental no terceiro dia da feira

    O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) participou, na manhã desta quinta-feira (12), de uma palestra sobre a importância da reciclagem realizada no estande da Prefeitura de Primavera do Leste durante o terceiro dia da Farm Show 2026.

    A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente em parceria com a Sama e reuniu estudantes para discutir temas relacionados à coleta seletiva, diferença entre lixo comum, reciclável e rejeitos, além de orientações sobre a coleta domiciliar.

    A palestra foi conduzida pela técnica em meio ambiente Renata Bergonzi, que destacou a importância da conscientização ambiental e da destinação correta dos resíduos.

    Para o aluno do IFMT, Tomaz Rodrigues, ações educativas como essa ajudam a ampliar o conhecimento dos estudantes e também levam informação para dentro de casa.

    “A importância de a gente aprender sobre a reciclagem é justamente poder passar esse conhecimento para casa, para que a gente possa saber a forma correta de reciclar o material e ajudar o meio ambiente, evitando danos e preservando para as gerações futuras”, disse.

    Durante a atividade, também foram distribuídas plantas medicinais aos estudantes que participaram da palestra.

    A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente segue promovendo palestras e orientações ambientais para os visitantes que passam pelo estande da Prefeitura durante a Farm Show, reforçando a importância da reciclagem e da preservação do meio ambiente.

    Fonte: https://www.primaveradoleste.mt.gov.br/Imprensa/Noticias/Palestra-sobre-reciclagem-reune-estudantes-do-ifmt-no-estande-da-prefeitura-durante-a-farm-show-11246/

  • ENTENDA: A Possivel saída de Igor Cunha do comando da Secretaria de Educação

    ENTENDA: A Possivel saída de Igor Cunha do comando da Secretaria de Educação

    Bastidores indicam que saída do secretário não foi voluntária e teria ocorrido após desgaste entre prefeita, vice-prefeito e equipe.

    A saída de Igor Cunha da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande expôs um novo capítulo de tensão dentro da gestão da prefeita Flávia Moretti. Nos bastidores, a mudança na pasta teria ocorrido após um período de desgaste em reuniões que envolveram a prefeita, o vice-prefeito Tião da Zaeli e o então secretário.

    De acordo com fontes ligadas à administração municipal, durante uma dessas reuniões a prefeita teria solicitado que o vice-prefeito entregasse o comando da secretaria. A situação teria gerado um impasse interno, já que, segundo relatos, Tião da Zaeli não teria concordado com a decisão.

    Nesta quarta-feira, começou a circular a versão de que Igor Cunha teria pedido para deixar o cargo. A narrativa passou a ser reproduzida por sites ligados à gestão.

    No entanto, informações apuradas nos bastidores indicam que a saída não teria ocorrido de forma voluntária. Segundo essas fontes, Igor Cunha estaria apenas aguardando a formalização de sua exoneração, o que caracterizaria uma retirada forçada da função.

    A movimentação interna ocorre em um momento delicado para a gestão municipal, já que a Secretaria de Educação é considerada uma das pastas mais estratégicas da administração pública, responsável pela condução da rede municipal de ensino e por políticas voltadas aos estudantes e profissionais da educação.

    Com a mudança no comando da pasta, a expectativa agora gira em torno de quem será escolhido para assumir a secretaria e de como a gestão pretende reorganizar a condução da área educacional no município.

    Fonte: https://www.agendamt.com.br/politica/secretario-de-educacao-de-varzea-grande-deixa-cargo-na-gestao-moretti/5169

  • Mentira infantil: onde a verdade oferece insegurança e medo, a mentira será sempre uma opção

    Mentira infantil: onde a verdade oferece insegurança e medo, a mentira será sempre uma opção

    Vou te contar uma história comum em algumas casas: outro dia, uma criança bonitinha saiu para brincar com os amigos do quarteirão. Ela correu, pulou, gritou, deu risada e, de repente, caiu. Caiu feio. Bateu a cabeça numa pedra e não contou para nenhum adulto, embora soubesse que não havia sido uma queda qualquer. Ela sabia que precisava contar, mas tinha tanto medo que combinou o seguinte com o coleguinha: “Se eu ficar doente, você conta que bati a cabeça”. Ela chorou escondido, sentiu dor escondido, teve medo escondido e passou dias escondendo o machucado entre os cabelos. Ela sabia que precisava de cuidados, mas tinha medo de contar.

    Aquela criança bonitinha mentiu porque a verdade nunca foi algo muito seguro na casa dela, e mentir passou a ser instrumento de autopreservação. Havia uma luta interna naquela cabecinha: “Se eu conto, eu levo bronca, posso até apanhar… Se não conto, ninguém fica sabendo e eu não preciso deixar minha família triste”. Ela correu o risco.

    Já na vida adulta, descobriu que aquele afundamento no crânio era a cicatriz do trauma sofrido no local. Era o registro físico do lar onde o grito e a humilhação vinham disfarçados de “educação”, onde ela aprendeu que mentir era mais seguro do que dizer a verdade.

    Você se lembra de ter mentido para se proteger na infância? E hoje? Você é um adulto regulado o suficiente para que sua criança seja honesta contigo, mesmo sabendo que fez algo indevido? Na sua casa, a verdade é um lugar de segurança ou de julgamento? As punições, quando necessárias, são adequadas ao tamanho do erro cometido? Se você respondeu “não” para alguma dessas perguntas, sugiro que repense e reavalie suas reações no momento em que seus pequenos te contam sobre os erros deles. Também pode chamar sua criança para conversar e perguntar como ela se sente quando precisa contar algo que a deixará numa posição desconfortável e, a partir da resposta dela, pensar em estratégias que reforcem a confiança entre vocês. Habitue-se a ouvir os argumentos dos seus filhos, permita-se mudar de ideia e de posicionamento. Nem sempre você vai concordar, mas, acredite, isso melhora muito a comunicação e o elo entre vocês.

    Um lar rígido demais, com cobranças exageradas e pressão por perfeição, gera um alto nível de ansiedade. As crianças mentem como forma de fuga e proteção, porque não conseguem lidar com o sentimento de culpa e o medo de perder o amor dos pais. Mentem para não perder o vínculo, para não desapontar a família.

    Semana passada, escrevi sobre os três Cs da bronca boa (contingência, coerência e consequência). Segundo o psiquiatra e educador Içami Tiba, broncas exageradas, fora do tom e desproporcionais ao deslize cometido afastam e não geram conexões saudáveis entre pais e filhos. Mentir não é falha no caráter da criança; ela ainda está em formação da personalidade. Também não estou dizendo para deixar mentir à vontade, não é isso. É preciso corrigir, sim, mas com tato. Lares onde contar a verdade significa risco de castigo físico, humilhação e dor emocional não proporcionam o crescimento da honestidade entre pais e filhos.

    Quando a verdade encontra escuta, as crianças aprendem que não precisam se esconder atrás da mentira para se proteger. E talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem educa: construir um lar onde a verdade, mesmo desconfortável, encontre um lugar seguro para existir. Crianças não aprendem a dizer a verdade apenas porque foram ensinadas que mentir é errado; elas aprendem quando percebem que podem errar sem perder o amor, o respeito e a dignidade dentro de casa.

    Christiane Indaiá
    Graduada em Letras – Português – Inglês – Literatura, UNIVALE – Universidade Vale do Rio Doce
    Professora especialista em Língua Inglesa (24 anos de experiência em cursos livres e ensino fundamental I e II)
    Experiência em preparatório para FCE Cambridge Exam
    Certificada Cambridge
    Pós-graduanda em Comunicação Assertiva pela PUC Minas

    Fonte: https://24horasmt.com.br/artigos-e-colunas/mentira-infantil-onde-a-verdade-oferece-inseguranca-e-medo-a-mentira-sera-sempre-uma-opcao/