O Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães anunciou nesta quinta-feira (26.06) o cancelamento da atividade de balonismo que faria parte da programação deste ano. A decisão foi tomada após o acidente com um balão de ar quente que matou oito pessoas em Praia Grande, em Santa Catarina, no último sábado (21.06).
“Em respeito à segurança do nosso público”, diz o comunicado da organização, que destacou o “alerta sobre os riscos dessa atividade” após a tragédia. Os voos de balão seriam gratuitos e abertos ao público por sorteio.
O acidente em Santa Catarina ocorreu com 21 pessoas a bordo, incluindo o piloto. Segundo o governo estadual, 13 sobreviveram. O balão caiu próximo a um posto de saúde.
Frente Parlamentar de Tecnologia realiza sua primeira reunião com representantes de instituições estratégicas do setor. Encontro discutiu práticas e desafios, com participação de representantes de instituições estratégicas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deu início às atividades da Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI), que realizou sua primeira reunião ordinária na última quinta-feira (26), na sala professora Sarita Baracat. O encontro teve como objetivo discutir experiências e práticas desenvolvidas na área de tecnologia e inovação, além de identificar eventuais lacunas legislativas e avaliar a necessidade de novas regulamentações ou adaptações que contribuam para o fortalecimento de estratégias voltadas à modernização e ao avanço tecnológico do Estado. A coordenação da FPTI está sob responsabilidade do deputado Chico Guarnieri (PRD).
Com foco na discussão de experiências, práticas e desafios ligados à área de tecnologia e inovação, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação (FPTI) realizou sua primeira reunião ordinária nesta quinta-feira (26), na sala professora Sarita Baracat, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Durante o encontro, também foram abordadas possíveis lacunas legislativas e a necessidade de novas regulamentações que contribuam para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à modernização do Estado. A FPTI é coordenada pelo deputado Chico Guarnieri (PRD).
Instituída pelo Ato nº 22/2025, a Frente Parlamentar de Tecnologia e Inovação conta ainda com a participação dos deputados Beto Dois a Um (União), Diego Guimarães (Republicanos), Elizeu Nascimento (PL), Fábio Tardin (PSB) e Júlio José de Campos (União).
Segundo o coordenador da Frente, deputado Chico Guarnieri, o colegiado busca atuar em articulação com órgãos dos Poderes Executivo, além de entidades ligadas ao setor de tecnologia e inovação. “A proposta é promover um debate amplo e qualificado, com o objetivo de discutir, sugerir e definir leis, regulamentações e políticas capazes de impulsionar a transformação positiva da realidade socioeconômica”, afirmou.
A primeira reunião contou com a participação de representantes de instituições estratégicas ligadas à tecnologia e inovação. Estiveram presentes o investigador Fábio Arruda Góes Ferreira, coordenador de Tecnologia e Inovação da Polícia Judiciária Civil (PJC); o professor Rogério Alexandre Nunes, coordenador do Parque Tecnológico de Mato Grosso; Eduardo José Oenning, diretor político-pedagógico da Unemat de Barra do Bugres); e Daniel Roque Sagin, presidente da Comissão de Inteligência Artificial, Tecnologia e Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Chico Guarnieri, depois dos debates e encaminhamentos, fez um agradecimento aos presentes e fez questão de registrar a participação da professora Deborah Camacho, presidente da Comissão da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e coordenadora da turma de direito que integra a Frente Parlamentar, e do professor assistente Dimas Simões Franco Neto.
Aula de Introdução ao Processo Legislativo – Antes da reunião, a Frente Parlamentar de Tecnologia promoveu uma aula introdutória sobre o processo legislativo para um grupo de 16 estudantes do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A atividade foi realizada na Escola do Legislativo e ministrada pelo consultor legislativo Gabriel Lucas Scarcini Barros, que abordou temas como as funções do Poder Legislativo, o funcionamento das comissões permanentes e temporárias, os princípios e conceitos que regem o processo legislativo, além da composição das bancadas e blocos parlamentares.
Deborah Camacho, coordenadora do grupo de alunos da Unemat, destacou a iniciativa da Frente Parlamentar. “Pensar o processo legislativo motiva e muito os estudantes. Essa integração que a Assembleia faz mostra o aspecto participativo…os alunos já começam a pensar essa temática. Motiva o estudante a querer participar do processo legislativo como um todo”, observou a coordenadora.
O universitário Déric Diogo Guedes, que cursa o 9º ano de Direito na Unemat. “Estamos estudando com a Frente, acredito que a faculdade vai poder contribuir com um produto de qualidade para a Assembleia Legislativa. É uma oportunidade ímpar. É uma Frente Parlamentar de relevância, muito importante para o futuro da tecnologia e inovação em Mato Grosso”.
O deputado Chico Guarnieri (PRD) falou da expectativa com os trabalhos da Frente Parlamentar e argumentou que “esse foi o primeiro passo do nosso trabalho que, certamente, trará muitos frutos para a nossa sociedade”.
A perspectiva com a aproximação entre os órgãos é ampliar a atuação e fortalecer os canais de proteção em todo o estado
A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu, na tarde de ontem (26), a visita da promotora de Justiça Claire Volgel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar e responsável pelo Espaço Caliandra do Ministério Público do Estado (MPE/MT). A reunião teve como objetivo a troca de experiências e o alinhamento de possíveis parcerias direcionadas ao acolhimento e atendimento a mulheres vítimas de violência.
A reunião partiu do Ministério Público, via promotora, e foi motivada pelos resultados concretos do trabalho desenvolvido pela Procuradoria Especial da Mulher. “A promotora Claire Vogel demonstrou interesse em conhecer nossa atuação e discutir parcerias. Ao mesmo tempo em que o Ministério Público oferece acolhimento por meio do Espaço Caliandra, nós, da Assembleia Legislativa, por meio da Procuradoria da Mulher, temos desenvolvido ações consistentes de atendimento, escuta e encaminhamentos. A troca de experiências e a construção de um possível termo de cooperação permitirá unir forças para oferecer suporte psicológico, jurídico e institucional às mulheres que nos procuram, pontuou a subprocuradora Francielle Claudino Brustolin.
Entre as ações da procuradoria destacadas na reunião estão o atendimento direto a mulheres, a promoção de campanhas de conscientização, rodas de conversa, além de dinâmicas voltadas ao combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, como, por exemplo, o projeto “Entre Pedras e Balões”. A subprocuradora reforçou também que a Procuradoria da Mulher tem se consolidado como referência no estado. “Quando o Parlamento Mato-grossense passa a ser visto como agente ativo nessa rede de enfrentamento, naturalmente surgem convites e propostas de parceria, o que fortalece ainda mais a nossa missão, concluiu.
A promotora Claire Vogel destacou que o fortalecimento da articulação entre instituições públicas é essencial. “A Procuradoria da Mulher da Assembleia tem se mostrado um espaço relevante dentro da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Já temos uma interlocução muito positiva com toda a equipe, e essa visita só reforça a disposição do Ministério Público em ampliar essa parceria. Nosso objetivo é o mesmo: oferecer suporte qualificado às mulheres e trabalhar pela redução dos casos de violência”, afirmou.
A rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher já conta com representantes em 26 municípios de MT. A perspectiva com a aproximação entre os órgãos, como finalizou Brustolin: “é ampliar a atuação e fortalecer os canais de proteção em todo o estado”.
Durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá realizada nesta quinta-feira (5), o representante do Instituto Lions da Visão, Jefferson Barbosa Soares, fez um apelo aos vereadores pela manutenção do contrato anteriormente firmado com a Prefeitura da capital para a realização de consultas e cirurgias oftalmológicas. Segundo ele, a nova proposta contratual imposta pela gestão municipal representa uma redução significativa nos atendimentos, o que pode comprometer a continuidade dos serviços.
“Não foi uma denúncia, foi um apelo”, destacou Soares ao usar a tribuna. Ele explicou que a proposta atual representa uma diminuição de 30% a 40% na capacidade de atendimento em comparação com o contrato anterior. Conforme o representante, o Instituto possui uma estrutura de 3.500 metros quadrados, 60 colaboradores e entre 12 e 15 médicos, e só consegue se manter financeiramente por meio da produção dos atendimentos realizados.
“Com esse nível de redução, há risco real de fechamento. A instituição não consegue se sustentar operando com apenas 30% da sua capacidade habitual”, alertou.
A fala de Jefferson ocorreu após convite da presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), e a participação foi formalmente subscrita pela vereadora Katiuscia Manteli (PSB), que apoiou a causa e solicitou que o Instituto apresente um levantamento detalhado das demandas e impactos da mudança contratual.
Segundo a parlamentar, os vereadores não haviam sido informados previamente sobre a redução significativa no contrato. “É um fato novo que chegou a nós hoje. Sabemos da importância do Instituto Lions da Visão para Cuiabá, principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social”, afirmou.
Katiuscia lembrou que o Instituto já foi beneficiado por emendas parlamentares em anos anteriores e ressaltou que o trabalho desenvolvido pela entidade tem sido fundamental na rede de atenção oftalmológica da capital.
“Não podemos aceitar que, após tanto esforço conjunto de parlamentares municipais, estaduais e federais para manter o atendimento, a gestão atual reduza drasticamente o contrato sem dialogar com esta Casa”, completou.
A vereadora informou ainda que, por meio da Comissão de Saúde da Câmara, presidida pela vereadora Michelly Alencar (União Brasil), será solicitada uma reunião com o prefeito Abílio Brunini (PL) para tratar diretamente do assunto. A intenção é apresentar os dados levantados pelo Instituto Lions da Visão e discutir alternativas para manter, no mínimo, os parâmetros contratuais anteriores.
A infração está prevista no Código de Posturas do Município (Lei nº 4.699/2021), que proíbe esse tipo de ocupação sem autorização expressa do poder público
A equipe da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande realizou na noite deste sábado (28), uma ação de fiscalização em bares localizados na Avenida Arthur Bernardes, no bairro Centro Sul. Os estabelecimentos foram notificados por ocupação irregular da calçada e de vagas públicas de estacionamento.
Durante a vistoria, os fiscais constataram o uso indevido do espaço público com a colocação de mesas e cadeiras tanto sobre a calçada quanto na faixa de estacionamento, o que compromete a circulação segura de pedestres e veículos. A infração está prevista no Código de Posturas do Município (Lei nº 4.699/2021), que proíbe esse tipo de ocupação sem autorização expressa do poder público.
A ação contou com o apoio da Guarda Municipal de Várzea Grande, que garantiu a segurança da equipe durante a abordagem e contribuiu para a organização do entorno, evitando transtornos ao tráfego e aos frequentadores.
O gerente de um dos locais fiscalizados atendeu à solicitação de forma imediata e iniciou a retirada do mobiliário irregular. A medida tem como objetivo garantir a segurança dos frequentadores, transeuntes e condutores, além de assegurar a livre circulação em vias públicas.
A Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana reforça que ações de fiscalização do Código de Posturas são contínuas e visam assegurar o cumprimento da legislação municipal, promovendo uma cidade mais organizada e segura para todos.
Denúncias ou pedidos de orientação podem ser feitos pelo telefone da Coordenadoria de Fiscalização de Posturas: (65) 9 8464-7476.
Área vinha sendo utilizada de forma irregular como ponto de descarte de lixo e resíduos e negligenciada por muitos anos
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, realizou uma grande ação de limpeza no bairro Hélio Ponce de Arruda, de onde foram retiradas cerca de 30 toneladas de entulho de uma área que vinha sendo usada irregularmente como ponto de descarte de lixo. A operação devolveu à comunidade um espaço limpo, seguro e com acessibilidade para todos.
A iniciativa integra o cronograma de ações preventivas executadas pela secretaria, com foco na preparação dos bairros para o período chuvoso, visando reduzir alagamentos e entupimentos da rede de drenagem, e assim, garantir a mobilidade urbana.
O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Ribeiro Ductievicz, destacou que o planejamento das equipes prioriza os casos mais urgentes e de maior impacto. “Temos atuado com base em um cronograma técnico e emergencial, que busca atender o maior número possível de bairros, sem perder o foco naquilo que representa risco à população, como era o caso desta área no Hélio Ponce”, afirmou.
O subsecretário José Carlos esteve no local acompanhando de perto a situação, e determinou prioridade no atendimento. “Solicitei atenção máxima à demanda, dentro do cronograma de ações. O poder público precisa estar presente e ativo, especialmente em áreas que foram negligenciadas por tanto tempo”, reforçou.
A equipe já tinha previsto atuação no bairro no início da semana, porém, devido às fortes chuvas que caíram sobre Várzea Grande no último dia 23, houve necessidade de remanejamento de equipes para pontos mais críticos. Ainda assim, técnicos estiveram no local no mesmo dia em que a situação foi comunicada, iniciando a limpeza e reorganização do espaço.
A Prefeitura reforça que o descarte irregular de lixo é crime ambiental e pede o apoio da população na preservação dos espaços públicos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pela Ouvidoria Municipal no telefone (65) 98115-7782.
Prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, elogiou atendimentos do pronto-socorro – que é o único da baixada cuiabana de portas abertas – e pediu a construção de uma unidade referência na cidade
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), se reuniu com o presidente da Comissão de Saúde do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Guilherme Maluf, e com membros do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (Cisvarc), para discutir ações na saúde da baixada cuiabana.
O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (UB), destaca que o Consórcio entre as prefeituras compartilha responsabilidades, une esforços, reduz custos e, ao mesmo tempo, aumenta a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população. “Várzea Grande, dentro do Consórcio, nos dá uma grande contribuição, principalmente, com os atendimentos dentro do pronto-socorro, que é portas abertas. Estamos aqui para trazer demandas e pedir orientações ao Tribunal de Contas. Um dos nossos pedidos é que junto ao governo de Mato Grosso, ao Tribunal de Contas e à Assembleia Legislativa, tenhamos um Hospital Regional na baixada cuiabana, no município de Várzea Grande”, conta Froner.
Flávia Moretti destacou o fortalecimento e a união do Consórcio. A prefeita também falou sobre a importância dos descontos na compra coletiva de medicamentos e insumos em até 40%. “Estamos realizando um trabalho de forma técnica, e que vem trazendo economicidade aos membros do Consórcio. Várzea Grande apoia este consórcio, inclusive nosso pronto-socorro é de portas abertas e tem ofertado atendimento aos municípios-membros. Viemos trazer nossas demandas e sugestões de Várzea Grande e do Consórcio. Também destaco que é importante estarmos unidos para o bem da população”, conta Moretti.
O presidente do consórcio, o prefeito do município de Nobres, José Domingos Fraga Filho (UB), o Cisvarg é formado por 12 municípios e atende mais de um 1,1 milhão de pessoas, ou seja, 1/3 da população de Mato Grosso. “A demanda na saúde é grande e com o consórcio buscamos a proposta mais vantajosa respeitando todos os princípios da administração pública, trazendo economia dos recursos públicos e atendendo nossa população”, disse Domingos.
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, relata que com o Consórcio, o Município reduz custos e ganha em escala na prestação de serviços. “A gente está aqui pleiteando, justamente, melhorias dentro da região. Esse consórcio é muito importante para a baixada cuiabana e para os munícipes”, destaca.
O presidente da Comissão de Saúde do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Guilherme Maluf, relata que o Consórcio entregou uma prestação de contas a qual demonstrou economicidade nas aquisições de insumos e de medicamentos. “Entendemos que o Consórcio é o modelo exato para compras coletivas. O Tribunal de Contas está sempre de portas abertas para orientar, analisar e discutir melhorias com Consórcios e prefeituras, pois todos querem o bem comum da sociedade”, relata.
A apuração visa esclarecer a divulgação não autorizada de documentos sigilosos
Após ouvir o controlador-geral do estado de Mato Grosso, Paulo Farias Nazareth Netto, durante oitiva realizada na manhã desta quinta-feira (26), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso solicitou que o Poder Executivo tome providências para identificar a origem do vazamento do relatório nº 25755631, produzido pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), e para responsabilizar os envolvidos.
O encaminhamento foi lido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), em resposta à exposição indevida de documentos que estavam sob caráter sigiloso e ainda sob apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT), e destaca que a circulação do conteúdo por canais não oficiais compromete o devido processo legal, o direito à ampla defesa dos citados e a credibilidade das investigações em curso.
Russi ressaltou a gravidade da situação e cobrou providências do Poder Executivo, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e demais órgãos competentes.
Paulo Nazareth Netto afirmou que a Controladoria-Geral não investiga deputados e que nos relatórios não constam números de emendas apresentadas pelos parlamentares. “A CGE não investiga deputados. Não há números de emendas em nosso relatório. A função da CGE nesse processo é analisar a relação da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar com a Pronatura, do ponto de vista do Poder Executivo”, explicou Netto.
“Fui o parlamentar mais atacado de todos, com emendas de R$ 10 milhões que nunca existiram, com números de emendas. Falaram de 25 mil kits que nunca foram comprados e nunca existiram, colocando nas minhas costas e fazendo uma difamação em nível nacional. Isso precisava ser resgatado. Mas se isso não foi criado pela CGE, mostram o relatório. Lá não tem emendas e nem kits em meu nome”, declarou o deputado Carlos Avallone (PSDB).
O deputado Wilson Santos (PSD) afirmou que vazamentos de documentos sigilosos são “terrorismo de Estado”. “Usar a máquina pública para atingir objetivos políticos é o que está acontecendo em Mato Grosso. Que isso sirva de lição aos 100 auditores do estado para terem cuidado, não com deputados ou prefeitos, mas com qualquer ser humano. Uma desonestidade estatal foi feita contra 14 deputados”, disse.
Participaram da oitiva os deputados Carlos Avallone (PSDB), Faissal (Cidadania), Wilson Santos (PSD), Beto Dois a Um (PSB), Gilberto Cattani (PL), Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos), Diego Guimarães (Republicanos), Chico Guarnieri (PRD), Valmir Moretto (Republicanos), Fábio Tardin – Fabinho (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB).
Seminário – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso promoveu, em junho de 2025, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), um seminário sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei 13.019/2014), reafirmando o compromisso do Parlamento estadual com a transparência na aplicação das emendas parlamentares e com a qualificação das parcerias firmadas entre o poder público e o terceiro setor.
O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil para debater boas práticas e fortalecer mecanismos de controle e eficiência na gestão dos recursos públicos. O seminário foi organizado pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da ALMT, em parceria com o Tribunal de Contas e o Governo do Estado.
O debate contou com a participação de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), do Ministério da Cultura (MinC), de órgãos estaduais como a Casa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e representantes do terceiro setor.
Novas regras – Em outra iniciativa da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, a Assembleia Legislativa promoveu em abril de 2025 um treinamento técnico com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para capacitar os assessores dos 24 gabinetes parlamentares sobre as novas regras de apresentação e indicação de emendas ao orçamento estadual.
Durante o curso, foi abordado o novo sistema de cadastramento criado pela Sefaz, em conformidade com a Resolução 1/2025 do Congresso Nacional e as diretrizes do ministro do STF Flávio Dino para adequar o rito de apresentação e indicação de emendas parlamentares.
Quando o primeiro grupo de Alcoólicos Anônimos se formou, em 1935, talvez ninguém imaginasse o quanto aquela chama de esperança iluminaria tantas vidas ao redor do planeta. Uma luz discreta, sem donos, sem holofotes — mas firme, constante, alimentada pelo compromisso humano mais bonito que pode existir: o de se ajudar mutuamente a viver. AA não é apenas uma instituição. É um refúgio. É uma rede invisível de mãos estendidas, de histórias que se entrelaçam na dor e na coragem, no recomeço e na verdade. Sua missão vai além da sobriedade: ela toca gerações, sustenta lares, reconstrói vínculos. Foi assim na minha casa, foi assim na minha família e tem sido assim em mim. Na minha infância, vi meu pai encontrar caminho, dignidade e pertencimento. E eu, como adolescente, pude dar nome às minhas emoções, encontrar sentido, me fortalecer. Tive a oportunidade de crescer em uma nova direção, e esse percurso foi tão profundo que acho que contribuiu para eu me tornar psicóloga — com um compromisso ético e amoroso com a vida e com as relações. Por isso hoje, com o coração cheio de gratidão, celebramos os 90 anos dos Alcoólicos Anônimos. Celebramos sua visão de mundo baseada na escuta, na humildade, na partilha. Ressaltamos os valores que sustentam esse movimento de transformação silenciosa e potente. Obrigada, AA, por salvar tantas vidas — inclusive algumas preciosas pra mim.
Ana Paula Moraes é Psicóloga Clínica Comportamental Apaixonada por relações humanas cuidadosas e transformadoras!
Audiência pública em Alta Floresta reúne autoridades e população para cobrar investimentos e melhorias na infraestrutura elétrica da região. A próxima reunião pública será em Confresa, no dia 9 de julho
A Câmara Setorial Temática (CST) da Energia Elétrica realizou, nesta segunda-feira (23), em Alta Floresta, a segunda audiência pública com o objetivo de debater a qualidade do fornecimento de energia em Mato Grosso. O encontro reuniu autoridades, representantes do setor elétrico, produtores e população para discutir gargalos e propor soluções para o avanço da infraestrutura energética, especialmente na região norte do estado.
Criada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a CST busca fortalecer o diálogo entre usuários, concessionárias e órgãos reguladores, compartilhando informações técnicas e reforçando a fiscalização sobre os serviços prestados.
A primeira audiência foi realizada em Sapezal. A próxima e última reunião pública acontecerá em Confresa, no dia 9 de julho. Com base nas demandas colhidas, o relatório final será encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), à Agência Estadual de Regulação (Ager), ao Ministério Público e à Energisa Mato Grosso.
O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania), presidente da CST, destacou que o objetivo da audiência foi ouvir diretamente a população sobre os problemas enfrentados com o fornecimento de energia, inclusive da zona rural que chega a ficar mais de 24 horas com o fornecimento interrompido. “A gente precisa saber quais os principais problemas que a população tem enfrentado aqui no norte do nosso estado, pois municípios como Carlinda, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte e Colíder também relatam falhas recorrentes no serviço”, avaliou.
Ele reforçou a importância da presença da Energisa e cobrou respostas objetivas e investimentos concretos. “Queremos saber quais os investimentos da Energisa aqui no Nortão e, é claro, melhorar o serviço, que tem bastante reclamação”, disse Faissal, ao alertar sobre os reflexos da má qualidade da energia na atração de empresas.
O parlamentar relembrou que, em 2024, a Energisa garantiu que a subestação local operava com 50% de folga e anunciou R$ 15 milhões em novos investimentos. No entanto, até o momento, não foram apresentados prazos nem metas claras, o que, segundo ele, reforça a necessidade de fiscalização.
Caso as melhorias não se concretizem, Faissal não descarta propor uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). “Se a concessionária não fizer os investimentos e o serviço não melhorar, teremos que fazer uma CPI. Seguiremos cobrando transparência, investimento real e respeito com o povo de Mato Grosso”, afirmou o deputado.
Representando a Energisa Mato Grosso, Luiz Carlos Moreira Júnior, assessor institucional, afirmou que a empresa tem respondido a todas as convocações e que Alta Floresta está apta a receber grandes empreendimentos. “Eu mesmo estive aqui há uns seis meses. Existiam demandas necessárias no município e vi todas sendo atendidas. Alta Floresta poderia duplicar de tamanho que conseguiríamos atender”, assegurou.
Luiz Carlos informou que a empresa investiu R$ 1,4 bilhão em 2023, e que, neste ano, o montante será de R$ 1,65 bilhão. Segundo ele, os investimentos são distribuídos em todas as regiões do estado. Também reforçou a necessidade de planejamento conjunto com empreendedores, para evitar atrasos nas obras e se dispôs a firmar parcerias com o município. “A orientação é que nos procurem no início do empreendimento, para que a gente possa fazer todo o planejamento e entregar energia no prazo”, explicou.
Falta de infraestrutura limita crescimento econômico – Para o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba (União), o modelo de rede implantado no passado contemplava o consumo doméstico, mas atualmente não atende à demanda gerada pelo crescimento econômico do município.
“Hoje temos uma bacia leiteira, oficinas, armazéns, secadores e grandes lojas. A demanda aumentou muito e as redes não estão preparadas, principalmente na zona rural”, considerou Gamba. Ele também apontou falhas na rede urbana, que enfrenta dificuldades para suportar o volume de novos empreendimentos comerciais.
“Temos hoje cerca de 30 armazéns construídos nos últimos anos. Sabemos que existe a chegada da energia na subestação, mas as redes de distribuição não estão adequadas para esse atendimento. Na zona rural, quando as pessoas querem investir em uma indústria, como uma fábrica de ração, a energia não chega da forma que deveria. Isso emperra o desenvolvimento da região”, lamentou o prefeito.
Da mesma forma, o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), Ednei Blasius, também representando a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), reforçou que o problema energético atinge todo o estado. “A indústria do setor, não somente aqui, mas no estado todo, tem uma carência muito grande de demanda de energia”, avaliou.
Blasius citou que Mato Grosso possui mais de 700 indústrias de base florestal, sendo o terceiro setor que mais exporta no estado, mas que o potencial de expansão está limitado pela precariedade da infraestrutura energética.
“Matéria-prima nós temos com abundância, mas precisamos avançar em infraestrutura. E a energia é uma das que realmente necessitamos. Então, quando a Assembleia Legislativa traz esse assunto para as regiões, é muito importante, porque precisamos desenvolver mecanismos para oferecer energia com qualidade à indústria mato-grossense”, destacou o presidente da Cipem.
O defensor público do núcleo de Alta Floresta, Moacir Gonçalves Neto, informou sobre o número de ações. “É uma demanda constante que bate às portas da Defensoria diariamente. Em um período recente, o órgão recebeu mais de mil reclamações, resultando em mais de 250 ações judicializadas contra a concessionária. É um número bastante expressivo, que a gente quer realmente, através do diálogo e do trabalho conjunto, diminuir”, afirmou.
Também participaram da audiência: Washington Soares Pérez Júnior, coordenador de obras e manutenção da Energisa; Romério de Oliveira Brás, agente de relacionamento da Energisa; Elisa Gomes, vereadora de Alta Floresta; Duda Pires, vice-presidente da Câmara Municipal.