Governador diz que aceita o “desafio” feito pelo parlamentar, critica atuação dele nos EUA e propõe dez dias de articulação direta no Congresso por anistia ao ex-presidente e a condenados do 8 de Janeiro.

A temperatura na direita voltou a subir. Depois de Eduardo Bolsonaro (PL) rebater declarações de Mauro Mendes (UB), o governador de Mato Grosso devolveu na mesma moeda e lançou um desafio direto ao deputado federal: sair dos Estados Unidos e encarar, lado a lado, uma rodada de articulações no Congresso Nacional em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Em entrevista à Jovem Pan News nesta segunda-feira (10), Mauro afirmou que Eduardo “precisa parar de falar bobagens dos Estados Unidos”, acusando o parlamentar de dividir a direita e alimentar crises internas mesmo à distância. O governador citou ainda um áudio atribuído a Eduardo, no qual ele teria chamado o próprio pai de “ingrato” — algo que Mauro classificou como absurdo.
“Se ele é alguma coisa hoje, deve ao Jair Messias Bolsonaro”, disparou o governador, destacando que considera inaceitável um filho dirigir esse tipo de crítica ao pai. Segundo Mauro, o deputado fez um desafio público para que ele “fizesse alguma coisa”. A resposta veio carregada:
“O que eu fiz, faço e continuarei fazendo é pelo bem do seu pai e pelo bem do Brasil. E ele sabe disso”.
O governador então virou o jogo e apresentou sua própria proposta: que Eduardo volte imediatamente ao Brasil para, juntos, passarem dez dias andando de gabinete em gabinete no Senado e na Câmara, pedindo votos pela anistia. Mauro afirma que está disposto a enfrentar esse corpo a corpo, mas que nada disso é possível enquanto o deputado permanecer nos Estados Unidos.
Ele reforçou que condena os atos de vandalismo e invasão no 8 de Janeiro, mas considera desproporcionais algumas sentenças de até 17 anos de prisão.
“Tem gente injustamente condenada. Se ele quer ajudar, venha para o Brasil”, disse, indicando que a ausência do parlamentar dificulta qualquer avanço.
O embate público entre os dois se intensificou nos últimos dias e escancarou uma divisão interna no campo bolsonarista. Agora, Mauro joga a pressão para o lado de Eduardo e espera resposta: articular de perto pela anistia — ou arrefecer os ataques feitos do exterior.

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