‘Barões não mandam no meu voto’, dispara Jayme Campos ao desafiar poder econômico em MT

Senador critica campanhas milionárias, questiona a origem de fortunas que tentam influenciar as eleições em Mato Grosso e diz que, se concorrer ao Governo, fará uma disputa “de sola de sapato e olho no povo”

Jayme Campos acende farol contra o poder econômico e diz que MT “não é S.A.”

Durante entrevista ao MídiaNews nesta semana, o senador Jayme Campos (UB-MT) deixou claro que, se entrar na corrida pelo Governo em 2026, não fará parte do jogo das campanhas milionárias. Sem rodeios, afirmou que não teme enfrentar “barões do agro”, criticou a mistura entre interesses privados e decisões públicas e reforçou: dinheiro não vence eleição — quem vence é o povo.

Jayme voltou a destacar que sempre disputou eleições com campanhas modestas, “de muita sola de sapato e muita saliva”, sem distribuir dinheiro “como Papai Noel”, e que mantém um eleitorado fiel composto majoritariamente pelas classes C, D e E. Segundo o senador, 88% dos seus eleitores pertencem às camadas mais humildes, que reconhecem seu trabalho e sua presença contínua no Estado.

“Mato Grosso não é S.A. com meia dúzia de sócios decidindo o futuro do Estado”

Em tom duro, o senador criticou grupos econômicos que, segundo ele, tentam transformar Mato Grosso em uma grande empresa privada, onde poucos decidem quem será governador, senador ou deputado.

“Se dinheiro ganhasse eleição, nem precisava ter eleição. Os barões elegiam todos. Mas já vi gente com muito dinheiro perder feio”, provocou.

Jayme também lançou dúvidas sobre a origem da fortuna de alguns “barões” atuais, afirmando que “há muita coisa debaixo do tapete” que precisa ser mostrada ao público: enriquecimentos meteóricos, confusão entre o que é público e o que é privado e tentativas de dominar o Estado como se fosse um “fazendão”.

Para ilustrar que poder econômico não garante vitória, Campos citou o exemplo histórico da eleição paulista de 1986, quando Antônio Ermírio de Moraes, um dos empresários mais ricos do país, foi derrotado por Orestes Quércia, político de origem humilde.

“Se eu disputar o governo, será para humanizar o Estado”

Caso avance com sua pré-candidatura, Jayme Campos diz ter um objetivo claro: humanizar o governo. Na visão dele, Mato Grosso é gigante em produção, mas deixa sua população sem os serviços essenciais que são obrigação constitucional:

  • saúde precária
  • falhas na segurança pública
  • educação aquém da demanda
  • riqueza que não chega na ponta

“Mato Grosso é um dos estados mais ricos do país, mas essa riqueza não chega ao trabalhador, ao cidadão humilde que precisa de serviços básicos”, declarou.

Campanha barata? Sim. Vitoriosa? Também.

Apesar do cenário de pré-campanhas milionárias, Jayme afirmou não se preocupar com estrutura onerosa, marketing pesado ou estratégias caras. Disse ter condições de bancar uma campanha enxuta, apoiado por amigos e aliados, e que seus resultados sempre vieram do contato direto com o eleitor:

“Eu faço campanha barata — e ganho eleições assim. O povo quer proposta, quer respeito. Não quer saber de candidato com saco de dinheiro.”

Resultado? O senador deixa clara sua tese: nenhum império financeiro será maior que o voto popular. E, se entrar na disputa pelo governo, promete enfrentar os “barões” com o que diz ser seu maior patrimônio político: a confiança do povo simples de Mato Grosso.

Veja o vídeo:

Fonte: https://www.parlamentonews.com.br/politica/item/3523-baroes-nao-mandam-no-meu-voto-dispara-jayme-campos-ao-desafiar-poder-economico-em-mt

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