Senador defende diálogo, transparência e respeito à trajetória política em meio às movimentações de 2026: “Prefiro deixar a política a praticá-la de forma diferente”

O senador Jayme Veríssimo de Campos (União Brasil) reafirmou nesta semana sua lealdade histórica ao partido e defendeu uma prática política baseada no diálogo, na transparência e no respeito aos aliados. Em entrevista, o parlamentar mato-grossense descartou preocupações com as movimentações eleitorais para 2026 e reforçou seu compromisso com o trabalho e com os princípios que marcaram sua trajetória pública desde 1982.
“Eu sou do União Brasil, continuo no União Brasil. Defendo as teses que considero o mínimo da boa política: ouvir vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais. Eu não faço política como muitos estão fazendo aqui em Mato Grosso, como se fosse uma S.A. Isso não existe em um país que vive plena democracia”, afirmou.
Com mais de quatro décadas de vida pública, Jayme Campos lembrou que nunca trocou de partido por conveniência. Desde o antigo PDS, passando pelo PFL e DEM, até o União Brasil, o senador manteve-se fiel ao mesmo grupo político.
“Nunca, em tempo algum, traí nenhum companheiro. O partido mudou de nome, mas eu permaneci no mesmo lugar. Faço política de forma aberta, transparente, de maneira republicana. Não participo de articulações obscuras ou decisões tomadas nas caladas da noite”, declarou.
Projetos e resultados concretos
Jayme destacou que sua atuação parlamentar é voltada para entregar resultados à população, citando a recente liberação de R$ 200 milhões para municípios mato-grossenses e a entrega de equipamentos mecânicos e veículos a conselhos tutelares.
“Faço política com trabalho. Liberei recursos para a saúde, educação e infraestrutura. Só esta semana serão entregues mais de 80 equipamentos mecânicos e carros para conselhos tutelares. Esse é o meu jeito de fazer política”, destacou o senador.
Postura diante de 2026
Questionado sobre o cenário eleitoral, Jayme Campos afirmou que ainda é cedo para discutir nomes e alianças, lembrando que as convenções partidárias só ocorrerão em julho de 2026.
“Está muito longe. O que estou fazendo é conversar com todo mundo, independente de ideologia partidária. Não vou ser candidato de mim mesmo, nem entrar em pacotes embrulhados em papel celofane. Eu tenho trajetória, tenho biografia”, disse, em tom de independência.
O senador reforçou que continuará dialogando com todas as lideranças políticas do estado, sem se prender a disputas internas ou articulações precipitadas dentro do União Brasil.
“Eu sei do meu valor, sei o que posso e o que não posso fazer. A boa política é a da conversa, do diálogo e, sobretudo, do respeito às pessoas. Política se faz com lealdade. Prefiro deixar a política a praticá-la de forma diferente”, concluiu.
Filosofia e paciência política
Sobre o futuro do União Brasil em Mato Grosso, Jayme Campos pregou paciência e serenidade, confiante de que as definições ocorrerão naturalmente.
“Vamos aguardar. Ainda tem muita coisa pra acontecer. Lá na frente, como dizem, a onça vai beber água”, finalizou, em tom de experiência e tranquilidade política.
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